A gente sabe, e não é de hoje que existem
algumas profissões mais divertidas que outras, mas na grandessíssima maioria
das vezes a gente acaba trilhando um caminho diferente daquele planejado na infância
ou adolescência.
É inegável que o curso de direito é
apaixonante, intrigante, e possui uma bonita história, ademais, a carreira
jurídica, seja advogando, “juizando” ou “promotorando” é deveras recompensadora
e em determinados momentos chega a ser emocionante, mas ó, é chato!
A prova disso é que esta não é uma
profissão que você diga quando criança: QUERO SER ADVOGADO! Porque né...
Trabalhar o dia todo dentro em uma sala fechada, com uma gravata apertando o
seu pescoço e olhando para um livro que pesa 2 quilos enche o saco.
Quando crianças, queremos nos
divertir, então a gente busca profissões que nos encantem, e convenhamos que a
imagem de um cara sentando no escritório usando um computador não encanta mais
ninguém!
Na infância queremos ser astronautas,
pilotos de corrida, jogador de futebol e coisas desse tipo, mas por inúmeras
razões ou simplesmente por falta de competência, acabamos por trilhar outros
caminhos e quando percebemos estamos matriculados no curso de direito.
Contudo, o curso de direito é chato
pra cacete, e a vida pós faculdade também é, os formalismos, as regras e a
arrogância daqueles que fazem parte do mundo jurídico atrapalham muito e criam
barreiras que impedem os profissionais do direito a se divertirem enquanto
trabalham.
Basta uma petição em forma de poesia
para que os mais conservadores condenem o subscritor, basta um advogado chegar
sem o paletó na audiência que um juiz qualquer vai dizer: veio à paisana hoje
doutor? (eu já presenciei esta cena), e assim a chatice vai se perpetuando, e
até mesmo aqueles que tentam mudar o direito, com o tempo passam a seguir o
fluxo e se esquecem daquele tempo que sonhavam com um direito maroto e bacana.
Existem jovens advogados, ou ainda
velhos advogados com a cabeça jovem que vem tentando mudar um pouco essa
imagem, em alguns locais o home office é o que impera, em outros não existe a
obrigação do terno, e outros você pode levar o seu cachorro junto e coisas
assim vão aos poucos melhorando não só a profissão, como a qualidade de vida
daqueles que vivem do direito, e isso vem dando muito certo.