São Paulo – O estudante de Direito de 26 anos Marcelo Patranha foi vítima de uma brincadeira de amigos, que munidos dos seus dados pessoais acessaram o site de inscrições para o XXII Exame de Ordem (FGV) e realizaram sua inscrição. Ele iria optar para realizar a prova no município de Campinas/SP e escolheria Direito Penal para a realização da prova subjetiva (segunda fase), entretanto foi inscrito pelos “amigos hackers” para realizar a prova de Direito Empresarial em Rio Branco, capital do Acre.
O estudante afirmou que descobriu a invasão através dos posts no Facebook e mensagens pelo Whatsapp: “Quando vi, não acreditei. Queria fazer penal porque sempre me falaram que é mais fácil, mas empresarial é mais foda do que ver o pai dando”. Já quando perguntado sobre a escolha do local de prova, Marcelo respondeu: “Com o valor da minha bolsa estágio não vai ter como ir ao Acre, mas tenho certeza que o dinheiro que eu vou ganhar fazendo diligência nesse período vai ser suficiente pra viagem”.
Apesar de esperançoso, Marcelo parece não ter se atentado ao item no edital que prevê que o examinando prestará a prova no estado em que concluiu o curso de graduação em Direito ou no estado sede de seu domicílio eleitoral, que quando informado disse “Isso aí é tudo formalidade, meus amigos falaram que pode fazer até em outros países, é só entrar com mandado de segurança”.
Quando perguntado sobre o que pretendia fazer com os amigos que realizaram essa brincadeira, Marcelo se manteve firme: “isso é calúnia, injúria e difamação! Vou usar todo o conhecimento em penal que eu guardei pra segunda fase pra botar todo mundo na cadeia, quero abrir meu escritório com o dinheiro que eu ganhar nessa indenização”.
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