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sexta-feira, setembro 11, 2015

ABANDONO DA CAUSA – VOCÊ SABE O QUE ESTÁ FAZENDO COM A SUA VIDA?

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Domingo agora será a 2ª fase da XVII prova da OAB e tem muita gente por aí que está arrancando os cabelos para conseguir passar no exame. Mas então você me pergunta: o que a prova da OAB tem a ver com o título desse texto? Olha, meu amigo... tudo!

Quando estava terminando a faculdade de Direito e na época de estudos para a OAB, eu quase pirei. Era pressão de tudo quanto é lado, dos meus pais, dos meus amigos, do trabalho e, a maior de todas: aquela que eu sentia dentro de mim. Mas foi isso e passou. Hoje eu olho para trás e – apesar do orgulho danado que tenho por ter conseguido – sei que foi só uma fase das tantas outras da minha vida. Os objetivos mudaram, tudo mudou e agora tenho outras ‘oabs’ para encarar por aí.

1549212_1072143802826150_2753139671370460535_nE você quer uma verdade? Depois que toda essa euforia passar, tirar a carteirinha, começar a trabalhar definitivamente como advogado, você também vai ver que a “OAB” é mesmo só uma fase na sua vida. Não adianta ficar pressionado. Se não passar agora, outras chances virão. A pressa (na vida ou na hora de fazer a peça) pode trazer muito mais prejuízos do que benefícios. Depois você verá que a vida de diligências, processos, defesas e contratos é “fichinha” perto de qualquer outro exame.

Você não precisa saber o que você quer fazer com toda a sua vida de uma vez, mas sim, ter certeza do que você quer hoje. Se você quer passar na OAB, tenha certeza de tomar todas as atitudes corretas para alcançar isso (estudar, assistir vídeos sobre as peças, fazer simulados, peças etc) e, o mais importante: vá com calma. O que é nosso tá guardado!

Mas, por outro lado, se você tem certeza que o que você precisa na sua vida agora é de uma mudança radical, corre lá atrás disso e seja feliz!

“Vai na fé que a fé não costuma faiá” e foco nos meios que você usará para atingir o que deseja. Se depois os planos mudarem, que mudem. E essa que é a graça dos caminhos diferentes que a gente passa por aí.

Assinatura Carol

sexta-feira, agosto 21, 2015

ABANDONO DA CAUSA – NÃO É TÃO FÁCIL ASSIM

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As aulas voltaram. E disso vocês já sabem.

Outra coisa que vocês sabem também é que esse negócio de voltar a ser estagiário e cumprir todas as obrigações com provas e trabalhos na faculdade é realmente difícil. Se ainda não souberem, então fiquem avisados.

Hoje ouvi uma menina falando que, às vezes, a gente tem que gostar muito do que faz mesmo para conseguir abrir mão de certas “mordomias”. E está aí algo que concordo: se não fosse eu gostar muito do que faço hoje, eu não teria tido coragem de fazer tudo de novo.

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Não vou fingir que, às vezes, não é meio frustrante você sair com seus amigos da sua idade que já estão vendo apartamento, comprando carro e viajando, e você contando o dinheiro pingado do estágio. É – desculpem o palavrão - foda, de verdade. Isso porque eu sei que, aqui dentro, eu já estou preparada e ansiosa para viver tudo o que tenho a viver como profissional. Mas, na prática, ainda muita coisa vai acontecer.

Mas, ao mesmo tempo, sinto que estou no caminho certo. O que me resta é paciência.

Outra coisa que me falaram é que, muitas vezes, não pareço ser mesmo advogada e já ter feito outra faculdade. É engraçado como as pessoas “lá de fora” veem nós, advogados, como pessoas extremamente sérias e de cara fechada o tempo inteiro. Isso talvez seja uma dar coisas que me incomodava. Eu não sei ser assim e nunca soube. Talvez esse negócio de fingir estar sempre “centrada” durante todo o tempo não é para mim.

De qualquer forma, às vezes sinto falta de ser a Carol advogada. Me lembro das roupas sociais, daquele Vade Mecum que me acompanhava no ônibus e fico até feliz quando me perguntam algo sobre o mundo jurídico. “Essa foi uma das melhores viagens que já fiz”.

Mas cá estou. Indo trabalhar com a camiseta do Ramones, sem conseguir comprar aqueles apartamentos e carros. Porém, como alguém muito sábio disse algum dia: tudo ao seu tempo.

Bem, pessoal.... vejo vocês por aí

Beijos!

Assinatura Carol

sexta-feira, agosto 07, 2015

ABANDONO DA CAUSA – DEIXEI DE ADVOGAR, MAS ANDO COM A CARTEIRA DA OAB NA BOLSA

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Quem é vivo sempre aparece! E cá estou eu novamente para contar um pouco mais como anda a minha rotina após esses meses (meses, já!) longe do Direito. Eu estava de férias – mesmo trabalhando – mas estava tomando um tempinho longe das aulas.

Desde a última vez que nos falamos, completou dois anos que me formei na faculdade. O facebook fez questão de me lembrar das fotos, os amigos que estavam lá comigo (e que a maioria eu nunca mais vi) e aquela minha carinha bem mais nova (vocês também acham que, de um ano para o outro, você vai ficando cada vez mais com cara de “velha”?).

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A próxima comemoração nostálgica será daqui dois dias, quando a entrega da carteirinha da OAB completará a incrível marca de 2 anos também. Eu ainda ando com ela na carteira e fico a encarando e tentando me lembrar de uma realidade que já passou, e que nem parece mais que foi comigo.

Agora estou aqui, arrumando o material para encarar o novo semestre na nova faculdade, tudo de novo. Não que esteja ruim – até porque foi escolha minha e meti as caras para encarar toda e qualquer consequência -, mas fico imaginando como seria se ainda fosse a Carol advogada, se já estaria ganhando mais, se estaria pirando e surtando e teria me tornado a pessoa mais estressada do universo (acreditem, eu era uma das pessoas mais estressadas do mundo), e isso aconteceria mais cedo ou mais tarde, porque ninguém gosta de se sentir fora do contexto.

As consequências que contei para vocês? Bem, digamos que voltar a viver com salário de estagiário onde todas as coisas parecem estar cada vez mais caras não é nada legal e, também, chegar tarde todo dia em casa por causa da aula é bastante cansativo. Mas valerá a pena, algum dia (eu espero!). E já vale a pena, porque não estou mais fora do contexto e, mesmo assim, ainda venho aqui com vocês e com o pessoal do NED contar as minhas (des)aventuras.

As aulas voltaram e, sendo Direito, Jornalismo ou qualquer outra faculdade, força na peruca que o ano jajá está no final!

Até a próxima, queridos!

Beijos!

Assinatura Carol

sexta-feira, julho 10, 2015

ABANDONO DA CAUSA – O QUE EU APRENDI COM O PRIMEIRO SEMESTRE DA NOVA FACULDADE

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Existe frase mais clichê do que aquela que diz que o ano está voando? Bem, já peço desculpas de antemão, mas, pelo menos dessa vez, vou me render às frases manjadas, porque, SIM, esse ano está passando rápido demais!

Nem parece que já estamos já no meio de 2015, que já passou meio ano desde que a minha vida virou de ponta cabeça e entrei na faculdade nova, mesmo depois dos cinco anos na faculdade de Direito e de mais algum tempo advogando. É estranho lembrar daquele frio na barriga, daquela sensação de medo e ansiedade que sentia antes das novas aulas começarem, porque muitos desses sentimentos ainda estão aqui.

Só nesses últimos seis meses já aprendi muita coisa, conheci muitas pessoas e mudei minha cabeça sobre muitas visões que tinha e que, talvez, hoje estão mais abertas. O que mais fica evidente nesse tempo e o que vou levar daqui em diante é que, nem sempre, as coisas acontecerão da forma prevista.

Quando me formei na faculdade de direito, não esperava que não iria querer mais aquilo para mim, assim como não imaginava que viria o mundo jurídico com um certo “chamego de primogênito”, sabe? Quando entrei na faculdade de jornalismo, não imaginei que eu poderia aprender tanto com o pessoal bem mas novinho do que eu. Também não esperava que ia achar algumas matérias difíceis e ralar de estudar para tirar uma boa nota. Aquele negócio de “se eu consegui passar na OAB, uma prova de faculdade vai ser mole para mim” nem sempre foi verdade nesse período.

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Mas deu certo, estou aqui, de férias e o mais importante de tudo: mais feliz do que nunca. Hoje consigo encaixar muita coisa do mundo jurídico nas aulas que tenho e também no meu novo trabalho. Voltei a trabalhar como estagiária e ganhar menos do que 1/3 do que eu ganhava antes e isso só me lembra todos os dias que é para alcançar um objetivo, para ser feliz e não me arrepender de nada que posso não ter tido coragem de ir atrás.

Aprendi que nem sempre as coisas são fáceis, que cada fase da nossa vida tem a sua dificuldade. Que, se você não está satisfeito com a realidade que está vivendo, ficar sentado em cima dos seus problemas não irá adiantar nada. Que a gente só precisa de um empurrãozinho para ser feliz, e esse incentivo só pode ser dado por nós mesmos.

Então, meus queridos, se vocês não estão felizes com qualquer coisa que esteja acontecendo, boa sorte para irem atrás de algo que encaixe melhor em suas vidas, independente de se tratar de carreira, relacionamentos ou o que for. O tempo voa e, como já diz o nosso amigo Lulu Santos, ele escorre pelas mãos mesmo sem se sentir. Não há tempo que volte: vamos viver tudo o que há para viver, vamos nos permitir!

Assinatura Carol

sexta-feira, junho 12, 2015

ABANDONO DA CAUSA – FINAL DE SEMESTRE É SEMPRE IGUAL

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Sim, eu voltei (para a felicidade da minha mãe que estava com saudades de curtir meus textos), e recolhi os caquinhos que sobraram de mim com esse final de semestre e vim saber um pouco mais sobre como vocês, estudantes de todo esse Brasil, estão conseguindo sobreviver com essa loucura que que se repete a cada ano essa época.

Não importa qual é a sua faculdade ou o seu curso. Desde a lembrança mais antiga que tenho sobre essa vida de estudos, sempre que as férias estão chegando escolares, os dias começam a passar mais lentamente e os trabalhos da faculdade só vão se acomodando mais e mais na nossa agenda. Acho que, infelizmente, nunca fui dessas pessoas que consegue fazer tudo com antecedência, sem aquela pressão da data de entrega chegando e a pilha de tarefas aumentando – e sério, eu não indico isso para ninguém.

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O problema das férias de julho estarem próximas, é que os dias que a antecedem parecem passar ridiculamente mais devagar. Nessa época, conseguir dormir mais de cinco horas por noite é praticamente um milagre. As suas olheiras nunca estiveram tão fundas e você, no fundo, acaba nem se importando, pois só consegue pensar em terminar tudo o mais depressa possível, antes que o prazo final chegue.

Ainda mais para quem está trabalhando, umas horinhas extra nos dias viriam de bom grado, pois nos ajudariam a conciliar tudo o que temos que resolver onde trabalhamos e, ainda, com as tarefas da faculdade e as provas (ah! As provas...). Aliás, é nessa época que aquele negócio de “Lei de Murphy” costuma acontecer. A impressora da sua casa para de funcionar, você perde o pen drive com o trabalho ou não consegue imaginar que acordo fará com o relógio para que ele dê tempo a você para estudar.

Enfim, a boa notícias é que julho daqui a pouco já está aí e toda essa confusão será deixada para trás em um passado não tão distante, mas que não pertence mais a você.

Agora vamos voltar ao trabalho e tudo mais que temos anotados na nossa agenda! E não se esqueçam de aproveitar ao máximo o tempo disponível para dormir – ele pode passar tão rápido que você nem perceberá.

Boa noite pessoal!

Beijos e até a próxima!

Assinatura Carol

sexta-feira, maio 29, 2015

ABANDONO DA CAUSA - O DIREITO NÃO TE ABANDONA

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Olá pessoal, tudo bem por aí? Como passaram a última semana?

Como todos sabem, pelo nome da coluna, eu sou uma daquelas pessoas que saiu do Direito para correr atrás de outra carreira. Mas, essa semana, de uns tempos para cá, eu descobri que não importa o quanto não trabalho mais com a área jurídica, o Direito sempre me persegue e não estou falando da mania da minha mãe em falar para todos ainda que tem “uma filha dotôra”).

Se vocês pensam que aqueles parentes distantes só aparecem para te pedir conselho jurídico quando estão terminando a faculdade, não se enganem. Mesmo que você nem atue mais na área, eles vão dar um jeito de te deixar um recadinho no whatsapp ou fazer uma simples ligação “despretensiosa” para tirar aquela duvidazinha – que na real, você debitaria pelo menos algumas horas no seu time sheet do escritório.

Porém, não se trata só de clientes. Mesmo se você estiver no táxi, na fila do supermercado ou no ônibus, se houver uma leve menção sobre você ser advogada, alguém contará aquela velha história que aconteceu com o “tio do amigo do vizinho” e perguntar, despretensiosamente, qual a sua opinião.



Mas a melhor parte está por vir: quando você não se lembra a resposta para aquilo. Aí é direto levar para pular do abismo, porque a cara que as pessoas fazem quando você responde um simples “não me lembro” para ela é de chorar. Acho que na faculdade deveria existir, pelo menos em algum semestre, uma aula para fugir dessas situações complicadas ou aprender um golpe ninja que te faça desaparecer na fumaça e não te obrigar a ver a cara de indignação do indivíduo por você não ter decorado o Vade Mecum (aliás, as pessoas ainda perguntam muito sobre isso?).

Enfim, eu não acho totalmente ruim essas situações, porque, na verdade, ajudam muito a relembrar algumas coisas que você não vê há anos e nem se lembrava que aquilo existia no mundo ainda. E ainda, também acredito que, às vezes, uma simples opinião ou conselho não irá matar ninguém – desde que se trate de uma situação onde haja noção e bom senso, até porque, como diria minha vó: “amizade, amizade, mas negócios à parte”. Mas, depois de algum tempo que você não vê nenhuma jurisprudência ou coisa do tipo, é difícil relembrar daquelas aulas de Direito Civil ou Trabalhista sem me confundir com as matérias que tenho hoje na faculdade de jornalismo (aliás, tive uma aula sobre direitos autorais e de imagem– novamente – só para constar).

Bem pessoal, por hoje é só! Espero que vocês tenham um bom fim de semana e estejam por aqui comigo na próxima!
Beijos


sexta-feira, maio 15, 2015

ABANDONO DA CAUSA – A VOLTA DA VIDA DE ESTÁGIO

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Olá pessoas bonitas, tudo bem com vocês? Cá estou em mais uma sexta feira e antes de liberar vocês para o fim de semana, voltei nesta semana para colocar o nosso papo em dia.

Esta semana está sendo de mudanças para mim, já que comecei a estagiar em um novo lugar já na área de jornalismo. É tão diferente quando estamos já trabalhando como efetivos (eu, por exemplo, advogada) e voltamos a estagiar – ainda mais em outra carreira.

Acredito que vida de estágio não seja fácil para nenhuma área, até porque conseguir assumir as responsabilidades de um emprego e ainda ter que arranjar tempo para estudar para as provas da faculdade e fazer mil trabalhos. Mas, de qualquer forma, eu acho que estagiar é essencial para sentirmos na pele um pouco mais do que o futuro nos aguarda naquele serviço e sentirmos se é aquilo que queremos ou não. Se você quiser teimar e continuar na carreira como efetivo para sentir o gostinho e descobrir se você se encaixa naquilo tudo ou não (tipo eu), se prepare que o baque não é leve.

Enfim, de qualquer forma, eu estou gostando bastante do novo estágio, apesar do pouco tempo, pois estou sentindo de uma nova maneira como funciona uma rotina na nova profissão que escolhi – e, até agora, está me agradando bastante.

office-space-lazy-modeDe qualquer forma, para a coluna da semana que vem eu gostaria de deixar uma pergunta: vocês desistiriam de determinada carreira ou deixariam de segui-la por causa do salário?

Infelizmente, acredito que poucas pessoas estão ganhando super bem – tanto no direito como no jornalismo ou em tantas outras profissões. É difícil demais conseguir se adaptar a realidades que você tinha desacostumado quando estava ganhando um pouquinho melhor, mas, por enquanto, estou mantendo tudo sobre controle, entretanto, tenho certeza que algum dia vou me deparar em frente ao espelho me perguntando “será que teria valido a pena estar ganhando melhor, porém, ter deixado de lado essa minha vontade?” Bem, nesse minuto eu tenho certeza do que responderia se me perguntasse isso hoje, mas gostaria de saber de vocês para qual lado iriam.

Bom pessoal, vou ficando por aqui nessa semana! Bom fim de semana a todos e não deixem de opinar para o texto da semana que vem : )

Beijos!

Assinatura Carol

sexta-feira, maio 08, 2015

ABANDONO DA CAUSA - PARE DE PROCURAR PELO EMPREGO PERFEITO

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Olá queridas pessoas garbosas, como vocês estão? Espero que ainda estejam aí dando uma brechinha na correria dos fóruns, processos, audiências e contratos para dar uma lida nessa linda coluna feita com tanto zelo na madrugada dessa semana fria (ok, fica aqui esse momento fofo para sensibilizar corações, hehe).

Bem, mas entre as aulas, o trabalho e um merecido feriado, percebi que, na última semana, muita gente comentou sobre aquele texto sobre os jovens que se tornam escravos do emprego e deixam de aproveitar a vida. Confesso que, de início, não tinha me identificado naquela ideia e muito menos naquele contexto social exposto. Mas, em uma nova leitura, consegui captar algumas partes que já fizeram, e confesso ainda fazer, muito parte da minha vida.

Aproveitando o ensejo da matéria, porém, desviando um pouco o enredo, resolvi falar um pouco hoje sobre essa necessidade que temos de sempre nos sentirmos satisfeitos com o que estamos fazendo. O primeiro balde de água fria que jogo aqui é: em quase nenhuma profissão seremos felizes o tempo inteiro. Isso é tão óbvio que, às vezes, acabamos esquecendo e perdendo a cada dia um pouco mais de qualquer sinal de motivação.

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Quando trabalhei como advogada, havia muita coisa que eu gostava muito e que me motivava todas as vezes a ficar mais tarde no escritório. Não, eu não estou falando do bônus, mas daquela sensação de “oba! Deu certo, consegui”. E essas conquistas me seguraram por muito tempo e, confesso, consistiram um grande motivo para que eu pensasse 1, 2 ou 3 vezes quando percebi que aquilo tudo tinha perdido o sentido para mim. Hoje, na faculdade de Jornalismo, tem muitas coisas que sinto falta na minha outra profissão, mas, também, tem tantas outras motivações que me fazem levantar de manhã para voltar à vida de estágio e chegar em casa quase no dia seguinte depois de algumas horas de aula.

O que quero dizer a vocês é que, não esperem encontrar um emprego que você ame todos os dias da sua vida. Em todos os lugares que você for trabalhar, com certeza você terá que ralar bastante para mostrar serviço, atingir seus objetivos ou, pelo menos, não ser demitido (para aqueles que não almejam promoções etc). Mas, por outro lado, não viva totalmente para o seu trabalho, porque, assim, você terá tempo de descansar e abrir a cabeça para olhar também a parte boa e que te faz também levantar de manhã para encarar mais um dia na labuta. Viver só do dinheiro do bônus e de cargos não traz, nem de longe, uma completude que te sacie e faça raciocinar efetivamente naqueles dias que estamos com vontade de mandar todo mundo para aquele lugar.

Por que vocês não aproveitam esse fim de semana para pensar um pouco sobre o que esperam do futuro profissional e como vocês esperam chegar até lá? É nessas e outras que conseguimos parar um pouco dessa correria diária para colocar em ordem de prioridades o que queremos do nosso dia a dia, enxergar soluções para rotinas que não estão dando mais certo ou lembrar daquele sentimento de satisfação quando conseguimos nos superar com nossos feitos no trabalho.

Bem pessoal, acho que por hoje “filosofei” bastante aqui na coluna, então, vocês já devem estar cansados e loucos para curtir logo a sexta feira (nem que seja junto com o travesseiro!).

Semana que vem tem mais. Fiquem à vontade para comentar e sugerir novos assuntos! Até lá!

Beijos

Assinatura Carol

sexta-feira, abril 24, 2015

ABANDONO DA CAUSA – EU AINDA NÃO ME LIVREI DO PLATÃO

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Olá pessoas bonitas, elegantes e que não usam terno para ir à faculdade no primeiro semestre, tudo bem com vocês?

Sim, voltei mais essa semana aqui no Não Entendo Direito, após uma semana de folga que fiquei longe de vocês (mentira, eu estava estudando para as provas), acumulado com um feriado que só deixou um “gostinho de quero mais” das férias.

Como disse, na última semana enfrentei as primeiras provas da nova faculdade. Para quem achava que ia tirar tudo de letra (eu, no caso), estava redondamente enganado. Gastei algumas madrugadas estudando – já que não está $fácil$ para ninguém pagar DP –e nem fui tão bem quanto imaginava. Nesse primeiro ano estou tendo, na maioria, aquelas matérias “não-práticas” que temos no começo da faculdade (filosofia, antropologia, sociologia etc). Tentei fazer a equivalência, porém, a minha faculdade atual não aceitou as ementas da faculdade de direito, já que na outra as matérias tinham foco apenas jurídico. Então, cá estou estudando Burke, Epicuro, Durkeim e Platão tudo novamente.

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Na minha doce ilusão, como já tinha estudado tudo aquilo, não precisava revisar tão afundo. Mas descobri que os (quase) 7 anos que vi tudo aquilo serviram para que eu apagasse muita coisa da minha memória, inclusive o que tinha lido no Ética a Nicômaco (e confesso que muita coisa de trabalhista, previdenciário e penal, no meu caso). Pelo menos nas próximas provas já fico preparada a encarar que as faculdades mudam e com elas, as dificuldades mudam também.

Então, estou aqui aguardando as notas e esperando (sim, espero mesmo) por boas notícias! Aliás, falando nisso (mentira, esse é o momento que quero mudar de assunto), essa semana uma pessoa que tinha feito Jornalismo e agora cursa Direito me disse que não lê minha coluna para não se sentir desmotivada. Confesso que isso pegou no fundo da minha alma, porque a última coisa que quero aqui é desmotivar alguém da carreira jurídica, porque é uma profissão fod* (com palavrão e tudo mais!), que vale muito à pena para quem gosta e se identifica (e confesso que ainda tenho orgulho de abrir a minha carteira e ver a "vermelhinha" alí me encarando). Contudo, como já disse inúmeras vezes, a gente precisa se encaixar em algum lugar e é isso que resolvi fazer com a minha vida. Ninguém mais vai viver tudo isso por nós, então o mínimo que a gente precisa é trabalhar e estudar algo que curtimos. Se vocês estão se sentindo desmotivados ou qualquer coisa do tipo, por favor, me falem! Estou aqui porque muita gente passa pelo mesmo que eu – às vezes o caminho inverso ou outras profissões – e querem ouvir da “boca” de quem está sentindo na pele como que acontecem essas mudanças.

Bem, fiquem à vontade para comentar, criticar, dar sugestões ou curtir apenas - a continuidade da coluna depende de vocês! Mas, aqui do fundo do meu coração, espero que estejam gostando, porque eu gosto muito desse nosso encontro semanal :-) .

Até a próxima semana, queridos!

Beijos

Assinatura Carol

sexta-feira, abril 10, 2015

ABONDONO DA CAUSA – SERÁ QUE A SEGUNDA FACULDADE NOS CANSA MAIS?

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Olá meu pessoal querido, como vocês estão?

Estive sumida na última semana por motivos de: esgotamento. Mas pelo menos, todo o cansaço foi recompensado com um diazinho de feriado e muito, muito chocolate na Páscoa. Se bem que, se eu pudesse escolher algum presente do universo, escolheria que todos os meus trabalhos ficassem prontos automaticamente com um piscar de olhos. Pelas minhas contas, para a próxima semana tenho que entregar 6 trabalhos, sendo que a próxima semana é a semana de prova. Ou seja, somando tudo, cheguei à conclusão de que estarei de muito mau humor e crises de enxaqueca.

Aliás, às vezes fico na dúvida se a idade, já ter passado por tudo isso antes, ou só o cansaço pela grande quantidade de trabalho acumulado com o estágio que me faz sentir um pouco cansada além da conta. Tinha me esquecido como era se sentir totalmente sem tempo para nada. Mas, para mim, a diferença do primeiro ano da minha primeira faculdade é que, dessa vez, parece que me canso muito mais rápido, fico com essas malditas enxaquecas com maior constância, e com essa mania de ficar reclamando o tempo todo.

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Na verdade, eu já estava preparada para tudo isso. Sabia que não seria a coisa mais fácil do mundo começar tudo de novo, e de verdade, eu estou feliz por ter tomado essa decisão e ter tomado esse rumo, mas, também acho que, quem estiver pensando em mudar a sua vida da água para o vinho e tomar um novo rumo, não se esqueça que nem todos os momentos serão fáceis, e por várias vezes você vai ficar na dúvida se não era melhor deixar as coisas como estavam, mas, no fundo, eu tenho certeza que valerá à pena lá na frente, porque olharemos para trás e teremos certeza de que seguimos o caminho que nos fez mais feliz.

Por isso, nunca quero incentivar ninguém nunca a largar sua carreira e tomar decisões precipitadas, porque as coisas devem ser feitas de cabeça pensada por muito tempo. Então, se você é feliz no Direito, no Jornalismo, na Física, na Psicologia ou onde for, é a sua boa vontade que tornará o caminho mais fácil e compensador e, em qualquer lugar, você também passará por dias e decisões difíceis, mas por dias incríveis também.

Bem pessoal, por hoje vou ficar por aqui! Um fim de semana incrível para vocês e até a próxima semana!

Beijos!

Assinatura Carol

sexta-feira, março 27, 2015

ABANDONO DA CAUSA - DE ADVOGADA À APRENDIZ DE (FUTURA) FOTÓGRAFA

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Olá pessoas bonitas e garbosas, como vocês estão? Espero que bem e super preparados para o fim de semana que está chegando por aí.

Eu estou bem, porém, bastante cansada. A faculdade está nos passando vários trabalhos, textos e livros para várias matérias, e juntando ao estágio estou ficando bem (leia-se MUITO) cansada. Como já tinha falado na coluna da semana passada, tinha esquecido como a vida de estagiário é difícil – não que melhore muita coisa depois que nos formamos, não é?

Essa semana entreguei o primeiro trabalho maiorzinho que me foi passado na nova faculdade. O tema era “Fale sobre Você” em qualquer formato: vídeo, entrevista ping-pong comigo mesma, infográfico ou o que quisesse. A princípio pode parecer um trabalho bem simples, afinal, comparado aos trabalhos que já tive que fazer sobre aqueles livros gigantes de Direito do Trabalho ou Direito Penal, qualquer coisa – a princípio – pode parecer simples.

Resolvi, então, criar um “trailer sobre um filme da minha própria vida”, no futuro, claro – onde eu me interpretei como uma profissional de sucesso (tem que acreditar, né?). Fiz questão de acrescentar a parte do vídeo da minha colação de grau na faculdade de Direito, pois, não podia deixar de mostrar a minha felicidade naquele momento, afinal, encarar uma faculdade pesadíssima por 5 anos não é nada fácil (então, aplausos para nós!). Mas, da mesma forma que tento fazer com vocês todas as sextas feiras nessa coluna, quis mostrar que às vezes as coisas podem mudar, e o que nos faz sentido hoje pode não se encaixar mais nas nossas expectativas amanhã, e não tem nada de errado com isso!

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Mas, voltando ao trabalho da faculdade, foi a primeira vez que comecei a colocar a mão na massa e contar com a criatividade de verdade. Tive que fazer algumas filmagens e tive que aprender (na marra) a editar o vídeo, o que acabei achando bem legal, apesar de um pouco cansativo. É engraçado como a metodologia acaba mudando de um curso para outro... lembro que na faculdade de Direito, o clima era bem mais formal e os trabalhos, muitas vezes, giravam em torno de várias folhas de papel almaço e uma grande pesquisa. Não que seja melhor ou pior um ou o outro método, mas são bem diferentes e ornam (essa palavra ainda existe?) com a proposta de cada curso. De qualquer forma, já tenho um trabalho marcado para entregar e estou pensando seriamente em fazer uma fotorepotagem ou algo semelhante que misture texto e fotos. Além de escrever, sempre fui apaixonada por fotos. Será que é nessa praia que vou ficar? Só o futuro dirá :-)

A outra novidade é que comecei a participar de um programa na rádio Gazeta AM sobre cinema e séries, chamado “Super 8”. Como ainda morro de medo do microfone e quis dar aquela espiculada primeiro, ainda não tive uma participação ativa, mas já estou pensando em algumas pautas para indicar ao pessoal por lá. E vocês? Que tipo de filme gostam de assistir???

Então é isso pessoal! Continuem mandando mensagens, comentando e curtindo (olha o jabá!) e na medida do possível respondo vocês! Sei que muita gente está passando pela mesma situação que eu passei e que gostaria de alguns conselhos, então, contem com essa simples colunista desse lindo site cheio de gente bonita e apaixonada em criar coisas legais para vocês!

Grande beijo e até a próxima semana!

Assinatura Carol

sexta-feira, março 20, 2015

ABANDONO DA CAUSA – EU TINHA ESQUECIDO A BARRA QUE É ESTUDAR E ESTAGIAR

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Olá pessoal bonito que segue firme e forte me fazendo companhia, tudo bem com vocês?

Estou por aqui mais uma vez para contar sobre essa nova semana nesse ciclo maluco que escolhi entrar. E só digo uma coisa sobre esses últimos dias: pensa em uma pessoa cansada!

Eu tinha me esquecido como é cansativa a vida de estudante que faz estágio, e como que eu fazia para conciliar as obrigações do trabalho com as provas e os milhares de trabalhos da faculdade. Quem está por aí pensando que vai entrar na faculdade e ficará de boas só assistindo aula está muito enganado! Eu não queria ser a pessoa a te contar isso, mas lá vai: essa situação de correria e cansaço contínuo nunca termina, só se renova.

Lembro quando fui efetivada à advogada no escritório que trabalhava e achava que, com o fim das aulas, tudo ficaria mais tranquilo. Eu não sei vocês, mas lembro que parecia que a pilha de trabalho nunca chegava ao fim e isso me enlouquecia. O pior é que, quando sai do trabalho ano passado para a reta final de estudos e prestar o novo vestibular, não sabia o que fazer sem aquela sensação de que eu tinha milhares de prazos para cumprir e contratos para entregar aos clientes.

Yoda-Jedi-Council

Agora estou aqui: estagiando e estudando novamente, e tendo que fazer todos os malabarismos que todo mundo que está nessa situação também faz para conciliar tudo. E, aparentemente, os dias que temos um monte de coisa no trabalho, naqueles dias que precisamos ficar a mais para conseguir terminar tudo que nos foi passado, são os dias que os professores pedem para ler três textos, estregar dois trabalhos, um resumo e ainda tem prova da matéria inteira do semestre. A lei de Murphy às vezes é teimosa mesmo e custa a sair do nosso pé.

Mas a boa notícia é: a gente sobrevive. Eu passei por tudo isso, sobrevivi. Comecei a advogar e fiquei advogando pelo tempo que eu acreditei que fazia sentido na minha vida e sobrevivi. Agora eu escolhi voltar a estudar e arranjei um estágio (afinal de contas, dinheiro não está caindo do céu – e depois que a gente começa a ter o nosso próprio dinheiro, voltar a depender dos pais é algo realmente incômodo). Mas tenho certeza que no final da faculdade vou olhar para trás e olhar saudosa e feliz por ter conseguido sobreviver também. E assim como eu, todos vocês sobreviverão também, independente da faculdade que façam, se quiserem fazer outra faculdade também, uma pós ou só um curso livre. A gente consegue e estou aqui para segurar essa barra com vocês também.  :-)

A novidade da semana é que vou começar a participar de um programa na rádio da faculdade sobre cinema e séries (sim, quando a gente está com bastante coisa para fazer o que se deve fazer? Arranjar mais! hahaha). Se tudo der certo eu aviso vocês!

Então por hoje eu fico por aqui, lindezas! Bom fim de semana para vocês e até semana que vem!

Assinatura Carol

sexta-feira, março 13, 2015

ABANDONO DE CAUSA – UM ANIVERSÁRIO COM UM GOSTINHO DIFERENTE

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Olá meus queridos! Sentiram saudades de mim? Porque eu senti muitas nessas últimas duas semanas que não nos falamos! E sabe o que aconteceu de novidade para contar a vocês?

Ganhei mais um ano de vida :)

Pois é. Mais um ano se passou e cheguei nos 25 anos. Já consigo ver os 30 anos lá de longe acenando para mim! E por uma parte, eu fico extremante feliz por estar passando por essa fase - e principalmente por essa transição entre duas faculdades e profissões - com a cabeça que tenho hoje. Não tenho certeza se vai dar tudo certo e acho que nunca vou ter completamente essa certeza. Mas agora, pelo menos, eu consigo olhar para trás e ter certeza que tomei a decisão certa na hora certa, de cabeça fria e movimentos planejados.

Voltando ao aniversário, minha família resolveu comemorar meu 1/4 de século com um almoço no domingo, o que fez com que eu ficasse com o sábado inteiro ocupado, preparando as coisas para receber o pessoal.

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Coincidentemente, no sábado, teve a primeira festa da faculdade. Aí você pensa, meu caro amigo: "mas Carol, pelo amor né? Segunda faculdade não é hora de pensar em festa...".

Bem, se eu tivesse 80 anos e todas as pessoas da minha sala fossem extremamente chatas, daí eu concordaria. Mas eu não tenho e coincidentemente as pessoas na minha sala são tão legais a ponto de me fazerem cogitar ir à festa. Porém, acabei dando voz à razão (e as obrigações) e não fui - o que não me impede de ter vontade e acabar indo em una festa futura já que estarei com esse pessoal por, pelo menos, os próximos 4 anos.

Acho engraçado quem acredita que, por se tratar de uma segunda faculdade, a gente tem que sentar no fundo da sala e ignorar qualquer tentativa de aproximação dos colegas da faculdade . Logicamente que acabamos encarando essa nova fase com olhos diferentes, porém, quero deixar marcado e fazer os anos da faculdade marcados carinhosamente na minha memória, assim como o fiz com a faculdade de Direito.

Lembro do dia da colação, do orgulho que eu estava por ter completado essa etapa, pelos momentos que passei por lá, e já ansiosa para tentar conseguir me encaixar naquilo que eu gostasse, nem se fosse ter que começar outra faculdade - e cá estou :)

Eu sei que, apesar das dúvidas e dos medos pela pressão que a gente acaba colocando sobre nossas cabeças, esse aniversário significou muito mais do que apenas um ano de vida a mais.

Mas, a preparação para encontrar o meu lugar nesse mundão por aí.

Bem pessoal, por hoje é só! Espero vocês na próxima semana, aqui nessa mesma coluna, nesse mesmo canal!

Beijos!

Assinatura Carol

sexta-feira, fevereiro 27, 2015

ABANDONO DA CAUSA – COMO EXPLICAR PORQUE DESISTI DO DIREITO?

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Oiii pessoas bonitas, como estão? Recuperados do carnaval e das piadinhas sobre “agora sim o ano começa”? Prontos para começar definitivamente o ano pós folia? Pois é pessoal, para muitas pessoas o ano só começa agora, mesmo que, para tantas outras, já tenha acontecido tanta coisa nesses quase dois meses.

Eu, por exemplo, também faço parte do segundo grupo. E de todas as coisas que aconteceram, o começo das aulas no novo curso foi uma das coisa mais esperadas.

E semana passada, logo depois da quarta feira de cinzas, chegou o tão esperado dia: o dia de pisar em uma nova faculdade, completamente diferente, pela segunda vez. Não vou mentir para vocês: eu estava morrendo de medo de me sentir totalmente avulsa nesse novo ambiente!

Essa história de que a gente tem mais facilidade na faculdade quando já cursamos outra só se aplica à algumas coisas. Mas, por sorte, esses primeiros dias foram bastante animadores!

Logo na primeira aula, de língua portuguesa, tivemos que nos apresentar e contar o porquê de termos escolhido o jornalismo como carreira. Resultado: primeira dificuldade do curso

Como alguém, formada em Direito, que também gosta dos assuntos do nosso mundo jurídico, pode explicar em um pouco mais de 30 segundos o motivo de ter escolhido fazer outra faculdade?

Será que eles teriam um tempinho para sentarmos e tomarmos um longo café enquanto eu contaria essa história desde o começo? Desde quando eu estava fazendo a inscrição no vestibular ou já nas aulas? Pois é. Não é fácil conseguir explicar o que se passa pela nossa cabeça quando tomamos esse tipo de decisão - não é fácil nem aqui por essa coluna, imagina, então, em frente a tantos rostos desconhecidos te olhando de todas as formas, das admiradas, das julgadoras e das de apoio.

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Enquanto meus outros colegas davam as mais variadas respostas, pensei no que poderia dizer. Alguns deles tão seguros do que queriam e outros ainda tão perdidos como eu estava naquela idade também. Na minha hora de falar, obviamente esqueci toda a fala que tinha planejado, então, saiu uma frase tão sincera quanto à qualquer outra desculpa ou história que poderia contar. Eu queria me encontrar, encontrar o meu lugar em algo que me fizesse feliz, independente do dinheiro, de dificuldades ou prestígio. Eu escolhi me dar uma chance de não me arrepender de não ter tentado, e só isso. Afinal, todo mundo tem esse direito, não é?

Quando saí da sala, conversei com um novo colega que estava achando toda aquela história de justificativas muito aterrorizantes. "E se meus planos não darem certo?"; "E se eu estiver no caminho errado?".

O que respondi a ele e deixo aqui gravado a quem interessar é: dê tempo ao tempo. Só o tempo moldará suas vontades, suas vivências e suas expectativas! As respostas demoram muito para chegar e a gente precisa ter paciência para enxergá-las da forma correta.
De qualquer forma, me impressionei com meus novos colegas, com a forma que muitos deles veem as escolhas da vida, da maneira com que pensam e tem aquele brilho nos olhos, ansiosos pelo próximo passo. Eu acho que, no fundo, é esse brilho no olhar, que espera pela próxima etapa da sua vida que não podemos perder.

Bem pessoal, agora está na hora de dormir que amanhã tem labuta e mais um dia de aula para depois contar as novidades a vocês :-) Espero todos na próxima semana! Neste mesmo canal e neste mesmo horário!
Cruj cruj cruj, tchau!

Assinatura Carol

sexta-feira, fevereiro 13, 2015

ABANDONO DA CAUSA – SE VOCÊ É JOVEM AINDA, AMANHÃ VELHO SERÁ

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Olá meus queridos, tudo bem com vocês??? Cá estou novamente em mais um texto para esta linda coluna que vocês toleram acompanham. Esta semana resolvi dar uma pausa na história sobre todo aquele processo que passei até, definitivamente, escolher passear por outra área que não fosse o Direito, para contar a mais recente novidade: a nova faculdade começou!

Para quem não leu os textos das últimas semanas, no final de 2014 prestei vestibular para a faculdade de jornalismo e passei. Sempre foi uma vontade enorme aqui dentro (e também, uma grande curiosidade) cursar jornalismo, independente de valorização de carreira, de salário ou qualquer outra coisa, essa foi a minha escolha (e como já disse, escolha essa gerada após muito tempo de longas tentativas na vida jurídica).

Enfim, voltando ao assunto, essa foi a primeira semana na nova faculdade. Confesso ter me sentido como me senti naquele primeiro dia de aula no curso de Direito: tive medo de não me encaixar, medo de não me dar bem com ninguém, medo de achar tudo uma bos...besteira e sair correndo. Mas essa não foi a realidade (ainda bem!). A verdade é que saímos da primeira faculdade nos sentindo novos demais para aquela rotina adulta cheia de responsabilidades e calça social, mas, junto à nossa escolha, entramos na nova faculdade velhos demais para acompanhar as músicas da moda, na cerveja daquele bar onde se mata aula ou na empolgação por todas as festas que estão por vir. Porém, por outro lado, descobrimos lá no fundo, um amadurecimento que nos dá força para encarar os novos desafios, nos encaixarmos em qualquer grupo, de qualquer idade, e abrir a nossa cabeça.

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Por pura sorte, encontrei um pessoal bem bacana, porém, bem mais novos do que eu. Isso não é ruim, de verdade, apesar de ter ficado inicialmente com bastante medo de não ter assunto ou afeição com essa galera. A verdade é que, na idade deles, eu era muito mais criança do que qualquer um ali. Olho aqueles rostinhos felizes, de olhos brilhantes vendo o vídeo da faculdade, e vejo que ali existe muita gente bacana, inteligente e que gosta das mesmas coisas que eu. Nos divertimos, demos risadas e conversamos bastante. Eu entendendo um pouco sobre eles e eles entendendo um pouco sobre mim, como uma verdadeira troca.

Sabe aquela musiquinha do Chaves que fala sobre guardar no coração uma juventude que nunca morrerá? Acho que, mais do que nunca, o Chaves tem razão. Não que eu seja velha, longe disso (já que estou com meus pezinhos no 25º ano), mas é impressionante como alguns anos podem mudar a nossa cabeça e o nosso jeito de ver as coisas. Como a gente pode se sentir muito mais velho perto do pessoal alguns anos mais novinhos, nos fazendo sentir até um pouco por fora do grupo, mas que, na verdade, é tudo coisa da nossa cabeça. Que no fundo, querer manter-se jovem de espírito entra em conflito com todas aquelas nossa lições e “”batimento de cara” que já passamos nos últimos 5 anos com aqueles trabalhos intermináveis de Direito do Trabalho e com os estudos para a OAB e, no final, eles acabam se dando bem.

Sou da opinião de que, quem já passou por uma faculdade de Direito, prova da OAB e viu o andamento da nossa justiça e de nossas leis de perto consegue fazer o que quiser profissionalmente e intelectualmente.

Olho no espelho e vejo a menina-mulher que acabou de entrar em uma outra faculdade mesmo já tendo aprendido tanto em uma primeira área, que não usa as roupas da moda descolada, mas que traz em si tantas coisas que já aprendeu que só quer passar para frente e provar, por “a mais b”, que ainda é capaz de escolher o rumo para sua própria vida. Idade é só um detalhe para quem toma essa decisão, ou outras decisões importantes como mudar de carreira depois de alguns anos, profissionalizar-se em alguma área, entre tantos outro desafios que vemos no dia a dia. Não estou, nem de longe, incentivando qualquer um de vocês a largar a carreira, mas que apenas possam ser felizes no que fazem da vida, independente de idade ou outros detalhes assim.

Bem pessoal, é isso! Semana que vem tem mais aula e mais texto por aqui (se vocês deixarem e curtirem, né J ?)

Beijo grande e até lá!

Assinatura Carol

sexta-feira, fevereiro 06, 2015

ABANDONO DA CAUSA – EU PENSEI QUE FAZER DIREITO SERIA “LEGAL”

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Olá, meus queridos! Parece que todos sobreviveram à estréia desta coluna-pseudo-polêmica na última semana e cá estou novamente. Confesso que o primeiro texto teve uma repercussão que eu não esperava. Muitas pessoas fazendo algumas conclusões precipitadas, outras querendo minha exclusão do NED (para esses eu só digo que daqui não saio e daqui ninguém me tira!) e muuuuitas outras pessoas mostrando que se identificaram com tudo isso que cá estou a lhes contar. Assim, entre mortos e feridos, começarei hoje com alguns detalhes do começo (quem diria, não é?).

Antes de entrar na faculdade de Direito, eu fiquei com muitas dúvidas em relação à carreira que eu queria seguir. Pensei em jornalismo, mas naquela época, por alguma pressão externa, acabei desistindo. Pensei em relações internacionais, mas daí não me identifiquei com a proposta do curso. Então, encontrei a resposta logo tão perto de mim: na minha melhor amiga que havia acabado de entrar na faculdade de Direito. Pesquisei sobre a carreira e gostei das opções no mercado de trabalho. A gente quando tem 17 anos não tem muita noção do que devemos ou não fazer, mas, com sorte, eu fiz uma boa escolha. Passei no vestibular só da segunda vez que prestei, e naquela época foi um dos momentos mais felizes ter visto meu nome na lista (não tão felizes quanto ter visto meu nome na lista da OAB, confesso, mas isso é assunto para outra hora). Entrei na faculdade querendo estudar para seguir pela carreira de diplomata após a faculdade. Doce ilusão. Tive Direito Internacional logo no 2º semestre e detestei num nível extremo. Diplomacia nem pensar.

A rotina na faculdade, no começo, era basicamente a mesma de todos os calouros nas faculdades. Muitas festas, muita animação por estar conhecendo tanta gente nova e muitos churrascos marcados nos finais de semana. Quanto às aulas, confesso que no início eu não fazia muita noção de nada do que estava acontecendo e aquele misto entre a sensação de estar no colegial e na faculdade tinha um gosto muito estranho, um gosto para quem ainda não tinha deixado a ficha cair que aquilo tudo lá era para valer. Eu gostava muito daquelas matérias de introdução, como sociologia e filosofia e criminologia. Aquilo tudo era muito novo para mim.

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O tempo foi passando e, quanto ao trabalho, comecei a estagiar no 2º semestre da faculdade, em uma vara cível da Justiça Federal aqui de São Paulo. Depois trabalhei por quase 4 anos em um escritório consultivo, onde me apaixonei por direito imobiliário, como estagiária e advogada. Meu antigo chefe muitas vezes já nos dava responsabilidades de advogadas, e isso me trouxe uma maturidade que não tenho nem como agradecer. Fiquei no direito imobiliário por muito tempo, sendo que depois do escritório, fui advogar para uma empresa multinacional do ramo. Eu não vou entrar em detalhes sobre meu trabalho, até porque, se eu contar tudo assim de mão beijada a vocês, provavelmente não voltarão mais para me visitar aqui.

O que quero contar por hoje é que essa decisão que tive não apareceu de um dia para o outro. Desde o 4º ano da faculdade, a paixão e euforia com a carreira se esvaziou para mim. É claro que poderia ser apenas uma fase. É claro que eu poderia ter convivido com aquele sentimento por muito tempo, apenas ignorado que eu não estava mais afim e me importar apenas com o dinheiro no bolso. Do mesmo jeito que tem tanta gente que leva namoros com a barriga, eu poderia ter feito do mesmo jeito. Mas tai, eu nunca soube ser assim.

Eu quis completar todas as fases que passei da maneira extrema. Eu quis terminar a faculdade com um trabalho de conclusão de curso que me desse orgulho (essa história eu realmente preciso contar para vocês mais para frente!). Eu quis tirar a OAB para poder bater no peito e falar que eu consegui me tornar advogada. E eu quis advogar até o meu limite que conseguisse de forma saudável, mas trabalhando muito, muito mesmo. Eu não estou aqui falando pra ninguém largar o Direito, gente! Não estou falando mal da carreira jurídica, até porque ela me deu muita coisa boa e tenho certeza que faz muita gente feliz e completa por aí. Essa semana, aliás, algumas amigas passaram na OAB e eu me senti tão feliz quanto o dia que eu passei, que dei um pulo que quase quebrei o sofá (e os costas da minha mãe haha) e chorei muito, mas de alegria.

Eu to aqui pra contar para vocês que a gente pode sim mudar nossas escolhas, mesmo aquelas que fizemos com 17 ou 18 anos, se elas pararem de funcionar para nós. A gente também tem o direito de mudar de idéia e de opinião, de achar, de um dia para o outro, que teríamos caminhos melhores a seguir. Mas se você está satisfeito com suas escolhas, CONTINUE NELAS!

Não estou aqui para discutir se jornalismo é melhor ou pior do que o direito, até porque estou afim de discutir valorização de carreiras, mas sim, valorização das minhas vontades. Com uma macumba porreta uma dose de sorte e persistência para correr atrás, eu consegui meu primeiro estágio na área de comunicação. E como é difícil voltar a ser estagiária, gente! A gente fica lá perdido se sentindo um Zé ruela por ainda não entender nada de nada. Olho para trás e vejo a Carol que chegou lá naquele gabinete na justiça federal como estagiária, que não sabia de nada de nada também.

A vida é mesmo feita de escolhas, de alguma sorte, mas de muita boa vontade também. Não está sendo fácil, mas a gente fica meio de bode quando tem tudo sem nenhum esforço, não é?

Bem, é isso! Hoje queria apenas contar um pouco de quanto entrei na faculdade de Direito! Espero que tenham gostado e semana que vem tem mais! J

Beijinhos

Assinatura Carol

quinta-feira, janeiro 29, 2015

ABANDONO DA CAUSA – APRESENTANDO CAROLINE SASSATELLI

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Oi, é...hum, tudo bem? Bem, esse é o primeiro dia dessa nova coluna. E tenho aqui uma grande responsabilidade: falar um pouco sobre o que passa (e passou) em cabecinhas tipo as minhas, de quem se formou em Direito e BUUMMM – percebeu depois que aquilo lá não era o que queria, que não estava sendo suficiente. Pensei muito em como dar o pontapé inicial a essa sessão (sem que você, leitor, provável estudante de Direito, concurseiro ou advogado me julgasse achasse tudo isso uma balela).

Bem, meu nome é Caroline, estou com o pézinho na 25ª primavera, me formei em Direito em 2013, ano este que virei “dotôra” quando passei na OAB, sou pisciana, chocólatra, gosto de ler e de ar condicionado em dias de calor. Também gosto de escrever. Aliás, escrever é a coisa que mais gosto na vida, Top 1 logo na frente de “pessoas que gostam do que escrevo”. Outra coisa importante sobre mim é que decidi parar de trabalhar como advogada no final de 2014, estudar toda aquela matéria do colegial de novo (física, ainda não te suporto) e prestar vestibular para cursar jornalismo. O porquê? Por que sou dessas pessoas que tem medo de chegar nos 80 anos e não ter feito tudo o que queria, que acredita que sonhos só são sonhos porque a gente não conseguiu colocar (ainda) em prática. Não sei se vocês acham piegas, mas sou dessas mesmo.

Não gosto da idéia de que desisti do Direito. Eu nunca vou me livrar completamente da minha carreira jurídica, nunca vou esquecer o que aprendi na faculdade (ok, confesso que sobre Penal já esqueci praticamente tudo), mas o mais importante: eu nunca vou deixar de ser, mesmo que aqui dentro, advogada. Prefiro pensar que serei uma advogada jornalista, ou jornalista advogada, que tem esse feeling para entender e dar pitaco nos problemas dos outros, mas, que também gosta de ajudar na formação da opinião do pessoal por aí (os comentários do pessoal pelo facebook já mostram que não está fácil).

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Eu não me arrependo nem um pouco de ter feito faculdade de Direito. Lá ralei muito nas provas de Constitucional e nos trabalhos de Medicina Forense, fiz muitos amigos (ainda que a gente discuta na mesa do bar por causa de decisões judiciais) e hoje posso afirmar que, com certeza, vejo um mundo diferente do que com 17 anos. Mas, também, com 17 anos somos muito novos para decidir o que queremos da vida. E é sobre isso que vamos conversar aqui. Quero saber sobre vocês também, o que estão achando da carreira jurídica, se tem vontade de fazer outro curso ou se acham que estão na profissão completamente errada e que, na verdade, deveriam ser astronautas, modelos ou caçadores de recompensas.

Então é isso, meus queridos! Espero que vocês tenham se torturado lido até aqui e tenham gostado da proposta da coluna, que comentem e curtam muito essa página linda do Não Entendo Direito! To esperando vocês na próxima semana para contar um pouquinho mais sobre essas surpresas que a vida está me pregando!

Beijos e até lá!

Assinatura Carol

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