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Mostrando postagens com marcador Felipa Sarey. Mostrar todas as postagens
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segunda-feira, março 21, 2016

FELIPA SAREY, A CONCURSEIRA - LEVARAM TORTA DE SARDINHA PARA A SALA

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Oi pessoal da bunda quadrada. Hoje é dia de textinho e de "estórinha" e sugiro que sentem, porque a de hoje é boa!

Essa minha vida de concurseira eu já viajei por todos os cantos deste país, já fiz prova dentro de container, já tive que pegar um barco para chegar no local da prova e tantas outras coisas, mas nenhuma prova me marcou tanto quanto uma prova que fiz em São Paulo há uns dois anos atrás.

Todo concurseiro profissional já sabe que no dia da prova a gente precisa levar alimentos leves, porque né, bater aquela feijuca durante a prova não vai ser legal, pois o sono vai chegar com toda a força, assim, nós, os experientes na arte "concursal" levamos nossas garrafinhas com água, isotônico, umas barrinhas de cereal e pra quem não se preocupa com a dieta, alguns chocolates.

Isso não é nada de novo, esses alimentos são "comuns" então, ainda que você não tenha experiências em concursos, é normal que toda pessoa de bom senso leve coisas deste tipo.

Pois é, mas infelizmente essa tal de democracia permite que as pessoas cometam alguns absurdos.

Estava eu lá, concentrada e focada em minha prova quando começo a ouvir um barulho insuportável de alguém que tentava abrir um saco de salgadinho, depois de alguns momentos a pessoa iluminada pelo São Distração, o santo que te atrapalha nos concursos, conseguiu abrir o maldito saquinho e aí a coisa ficou pior!

Sabe aquele salgadinho que cheira pé de atleta que acabou de correr uma maratona de 43km?

Então! Era esse cheiro!

Todo mundo se incomodou, alguns chegaram a cogitar uma reclamação, mas não passou muito disso, exceto por uma moça que sentava ao meu lado, ela se irritou, pediu para o fiscal tomar o salgadinho do candidato, pois o cheiro estava tomando conta da sala e tirando a concentração dos demais.

Mas a parte mais hilária se dará agora.

Essa moça que se mostrava muito irritada disse:olha, não traga esses salgadinhos que têm cheiro de chulé, por favor, e principalmente em um saco barulhento com esse, coloque suas comidas em uma vasilha, assim como eu.

E foi então que ela abriu a porcaria do pote para mostrar o que havia trazido. 

Amigos concurseiros, era uma TORTA DE SARDINHA!



Não sei se aquilo era uma tática da moça pra espantar o pessoal, se era proposital, só pra tirar a concentração do pessoal, mas aquele cheiro foi se misturando com o chulé do salgadinho e tomando conta da sala. 

Eu nunca participei de manifestações, mas acho que nem aquele gás de pimenta e as bombas de gás lacrimogênio têm tanta força quanto uma torta de sardinha e um salgadinho de queijo.

E foi assim, que pela primeira vez na vida eu deixei uma prova pelo meio e fui embora!

Aquela vaga será minha, mas não foi dessa vez!


segunda-feira, março 14, 2016

FELIPA SAREY, A CONCURSEIRA - NÃO SOU BURRA, SÓ NÃO PASSEI NESTE CONCURSO

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Oi pessoal da bunda quadrada, sabem uma coisa que me deixa muito, mas muito fula da vida? 

Gente que pensa que eu sou burra!

Sério, já não bastam aqueles que acham que eu sou uma vagabunda e que não faço nada da vida, afinal, estudar é "não fazer nada", pois o pessoal acha que se você não faz um trabalho braçal é sinal que você não é esforçado, que  você não é um verdadeiro trabalhador!

Estou pensando seriamente em carpir uns lotes na minha vizinhança, só pra não ter mais que ouvir ninguém falando que eu não faço nada e só fico no "bem bom" lendo e acessando a internet. Isso vai ser ótimo, porque assim já calo meus vizinhos julgadores e ainda malho o corpitcho pra ficar em forma para as provas que exigem testes físicos.

Felipa, o assunto não é esse! Foco! Foco!

Pois é gente, o foco aqui é outro, o foco hoje são as pessoas que julgam nós, os concurseiros após um fracasso momentâneo.

Vou transcrever uma conversa aqui, e duvido que alguém já não tenha vivido isso:

"- E aí Felipa, passou naquele concurso que você estava estudando?

- Não, fiquei por três pontos!

- Nossa, que coisa né! Não é melhor você procurar um emprego de verdade? O filho da minha vizinha arrumou um emprego super bom de vendedor, me dá um currículo seu que eu levo pra ele!"

Ai que ódio que eu tenho disso!

Eu sou capaz,, eu sei que eu não sou burra, mas basta eu dizer que não passei em um concurso qualquer para que as pessoas comecem a duvidar da minha capacidade, mas as coisas não são assim, o fato de (ainda) não ter sido aprovada em nenhum concurso não significa que eu não seja capaz, que eu não seja inteligente!

EU SOU!

E vou provar isso para todo mundo, um dia eu passo e aí quero só ver esse pessoal que me julgou indo na minha mansão pedir favor!

Essa vaga um dia será minha!


segunda-feira, março 07, 2016

FELIPA SAREY, A CONCURSEIRA - NEM PASSEI E JÁ SONHO COMO GASTAR O DINHEIRO

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Oi pessoal da bunda quadrada, a política pegando fogo e eu só pensando na minha tão querida e sonhada vaga. O cargo tanto faz, eu só quero me encostar e mamar nas belas e volumosas tetas do governo (de qualquer esfera) e só pensar em sombra e água fresca.

Muita gente me critica quando eu digo que depois que passar em um concurso que me dê um bom salário e uma bela qualidade de vida eu vou encostar todos os meus livros, aliás, acho que vou doar todos para um concurseiro desesperado.

Ora, se eu passar em um bom concurso, nem me importo se passar o dia carimbando papéis, o que eu quero mesmo a estabilidade, salário garantido no fim do mês e a certeza que não serei demitida por conta de uma crise.

Acho que é por isso que eu ainda não passei em nenhum concurso, pois eu passo a maior parte do tempo pensando em como gastar o dinheiro que eu ainda nem ganhei, imaginando as pessoas me olhando e comentando: "aquela ali é concursada, tá com a vida ganha".

Meu sonho!!!


Disseram que mentalizar o sucesso é ótimo, mas acho que isso é coisa e psicólogo porque eu mentalizo tudo, viagens maravilhosas pelas ilhas gregas, passeios de pedalinho em Atibaia, voltinha de lancha no Guarujá, mas até agora nada do sucesso verdadeiro chegar, nos meus sonhos eu já sou rica, linda e bem sucedida, só falta realizar.

Talvez seja esse o motivo da minha não aprovação, eu penso mais no resultado do que na execução, sei de cor todas as bolsas que vou comprar, mas ainda não consegui decorar o CTN, aiii como eu odeio tributário.


Vou tentar fazer um novo plano de estudos, e deixar um tempo para sonhar, quem sabe assim eu consiga passar em um concurso, vamos ver, começando por hoje meu plano vai ser esse:


Segunda feira, das nove até meio dia, estudar tributário, do meio dia até duas da tarde, almoço e descanso, das duas até as cinco, sonhar e imaginar como gastar o dinheiro, das seis da tarde até as dez da noite, estudar direito administrativo.

Agora vai!

Aquela vaga será minha!



segunda-feira, fevereiro 22, 2016

FELIPA SAREY, A CONCURSEIRA – POR QUE VOCÊ NÃO DESISTE DE ESTUDAR E PROCURA UM EMPREGO?

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Ola amiguinhos da bunda quadrada (de tantas horas sentados na cadeira), como vai a pressão psicológica de vocês ?

Papai e mamãe já perguntou hoje se vocês vão viver o resto da vida nas custas deles?

Não?

E aquela tia legal já perguntou porque você não desiste de concurso e vai vender sua arte na praia?

Calma que já já ela chega para perguntar!!

Hoje vamos prosear sobre como é ser NERD, isso mesmo, NERD.

Ser nerd é ser concurseiro, ser quebrado, usar o cabelo parecendo que a vaca lambeu, óculos e ter sempre embaixo do braço um livro surrado de tanto estudar, aguentar a pressão da demora para passar em um concurso.

Ter um monte de post it colado até no azuleijo do banheiro, lembretes na porta do guarda-roupas, e um milhão de canetas marca textos espalhadas pela casa.

Nos esforçamos para manter nossa reputação ilibada, dignidade e temos notável saber jurídico. Não temos tempo, nem dinheiro para ir para a balada, não pulamos carvanal, passamos todo esse tempo estudando, estudando, estudando, para conquistar nosso lugarzinho ao sol. Treinamos horas diárias para o T.A.F.

nerd

Seríamos o partido ideal para qualquer pessoa se...

Se não passássemos mais de 6 horas diárias estudando leis, jurisprudências, informativos.

Tem dias que dá uma vontade de desanimar, só que ai fico imaginando aqueles R$35,000.00 mensais que um juiz ganha para trabalhar 4 horas por dia, dois dias por semana (brincadeira amiguinhos, sabemos que juiz ganha bem, mas trabalha muito também).

Aí tá né, nós dedicamos anos de nossa vida, ouvindo todos os dias que somos inúteis, só damos gastos aos pais, pois não fazemos mais nada da vida além de estudar, deixamos de frequentar as baladas, daí quando estamos lá ganhando bem, tem sempre aquele que diz:

nossaaaaaaaa você ganha isso tudo e não faz nada.

Oi?

Isso irrita bastante, porque só quem é concurseiro sabe o quanto é sofrido para se chegar a tão sonhada vaga.

Ser concurseiro/nerd é isso, dedicar-se, esforçar-se, por diversas vezes se foder e depois ouvir que foi sorte!

É isso daí amiguinhos, a prosa está boa mas tenho mais dez leis para estudar ainda.

Sou NERD com muito orgulho, obrigada, de nada!!

Beijos da Tia Felipa Sarey..

Aquela vaga será minha!!

Felipa

terça-feira, novembro 17, 2015

O DIA EM QUE EU CHAMEI O HUGO NUMA PROVA

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Oi pessoal da bunda quadrada! Bora pra mais uma das muitas histórias da minha longa jornada de concurseira?

Pois bem, esse foi um dos primeiros concursos que prestei, quando ainda estava na faculdade e achava que seria funcionária pública antes dos 20. Olhando hoje parece ridículo, mas quando a gente vê de fora tudo parece mais fácil, lindo maravilhoso e com borboletas azuis.

Nem me lembro direito qual era o órgão, mas era uma vaga de técnico, e como boa concurseira e iniciante não pensei duas vezes e me inscrevi.

O único problema é que a prova seria realizada em outra cidade, que dá uns 150 km da minha. Isso não foi bem um problema, porque várias pessoas da minha cidade iam fazer a mesma prova e logo fretaram um ônibus enorme pra levar todo mundo.

No dia da prova, tudo parecia perfeito. Eu tinha estudado arduamente, consegui acordar no horário e estava no ônibus a caminho da outra cidade. Eu ia passar e tinha certeza disso.

Mulher-passando-mal

Ah, eu ia, se o motorista não tivesse inventado de parar em um posto no meio do caminho pra todos tomarem café. E eu não tivesse descido e comido uma maldita coxinha que acabaria com o meu sonho.

Passei a viagem toda “conversando” com a coxinha no meu estômago. Ela não tava feliz de estar ali e queria sair de qualquer jeito.

E adivinha em que hora ela decidiu que era a hora de sair do meu estômago e respirar ar puro? Sim, na hora da prova. Foi uma mobilização só, 40 pessoas me olhando com cara de nojinho e eu calculando quanto tempo levaria até eu ir ao banheiro me limpar, limparem o meu lugar e eu voltar a fazer a prova. Perdi meia hora, mas depois disso também perdi toda minha concentração e não consegui mais ler nada com nada.

E desse dia restaram duas desgraças: não passei no concurso, e nunca mais comi coxinha.

Mas o importante é não desistir, um dia aquela vaga será minha!

Felipa

sexta-feira, outubro 30, 2015

FELIPA SAREY – O DIA EM QUE NÃO FIZ O CONCURSO QUE TERIA PASSADO

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Oi pessoal da bunda quadrada, cá estou eu novamente para contar das minhas peripécias nessa vida de estudos, provas, choros, decepções (vontades de cometer suicídio) e muitos “quases”.

Hoje em específico vou contar para vocês o dia que deixei de prestar uma prova de concurso público, como todos sabem, sou concurseira viciada, presto todas as provas que posso, até aquela que sei que não passarei.

Não sei que raio me deu, acredito que o próprio tinhoso me fez perder a vontade e o prazo para me inscrever para essa prova, até então a única que deixei de prestar desde que me propus a ser concurseira.

Não me considero pessoa burra, ao contrário, acredito que tenho até um certo potencial, porém para essa prova em específico, sei lá, parecia algo tão distante que nem decidi arriscar.

A prova era para o Ministério Público de São Paulo, o número de vagas não estava ruim, mas eu realmente não me sentia preparada para ela, talvez por não ter os anos de prática jurídica necessários (teria na data da inscrição definitiva), ou simplesmente por achar que era uma prova muito complexa para meu tempo de estudo.

O fato é que o prazo se encerrou e eu não fiz a merda abençoada da inscrição, fiquei de boinha, estudando como de costume.

face

Como é possível imaginar, no dia da prova eu estava batendo a cabeça na parede, arrependida, mais perdida que filho de senhora que ganha a vida satisfazendo a lascívia de outrem em dia do genitor, mas infelizmente não havia nada a se fazer.

Passada a prova (a depressão ainda não havia passado) segui meus estudos como se nada tivesse acontecido, porém sempre que ouvia ou lia as palavras Promotor de Justiça ou Ministério Público aquela música triste do chaves tocava em minha cabeça (aquela que toca quando todo mundo chama ele de “ladrão).

Enfim, um dia tomei coragem e fui ver a dita prova, pensei comigo “vamos ver o nível da bagaça”. Comecei a ler as questões e perceber que eu sabia a resposta da maioria delas, parecia que o destino queria dizer chupa otária eu te avisei, então decidi fazer um simulado com aquela prova.

Fiquei surpresa ao perceber que se tivesse prestado a prova eu provavelmente teria sido aprovada para a segunda fase (de lá já não sei se passaria).

Nesse momento me bateu aquela revolta, quase virei o hulk de tanta raiva que senti de mim mesma, mas o que me restava era aprender com meu erro.

O fato é que as vezes a nossa insegurança nos impede de alcançar o objetivo, pensando nisso, desde então eu encaro cada prova, não deixo passar nada em branco, me inscrevo em tudo mesmo, porque como vocês sabem, um dia aquela vaga ainda vai ser minha.

Felipa

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