segunda-feira, março 21, 2016
FELIPA SAREY, A CONCURSEIRA - LEVARAM TORTA DE SARDINHA PARA A SALA
segunda-feira, março 14, 2016
FELIPA SAREY, A CONCURSEIRA - NÃO SOU BURRA, SÓ NÃO PASSEI NESTE CONCURSO
segunda-feira, março 07, 2016
FELIPA SAREY, A CONCURSEIRA - NEM PASSEI E JÁ SONHO COMO GASTAR O DINHEIRO
segunda-feira, fevereiro 22, 2016
FELIPA SAREY, A CONCURSEIRA – POR QUE VOCÊ NÃO DESISTE DE ESTUDAR E PROCURA UM EMPREGO?
Ola amiguinhos da bunda quadrada (de tantas horas sentados na cadeira), como vai a pressão psicológica de vocês ?
Papai e mamãe já perguntou hoje se vocês vão viver o resto da vida nas custas deles?
Não?
E aquela tia legal já perguntou porque você não desiste de concurso e vai vender sua arte na praia?
Calma que já já ela chega para perguntar!!
Hoje vamos prosear sobre como é ser NERD, isso mesmo, NERD.
Ser nerd é ser concurseiro, ser quebrado, usar o cabelo parecendo que a vaca lambeu, óculos e ter sempre embaixo do braço um livro surrado de tanto estudar, aguentar a pressão da demora para passar em um concurso.
Ter um monte de post it colado até no azuleijo do banheiro, lembretes na porta do guarda-roupas, e um milhão de canetas marca textos espalhadas pela casa.
Nos esforçamos para manter nossa reputação ilibada, dignidade e temos notável saber jurídico. Não temos tempo, nem dinheiro para ir para a balada, não pulamos carvanal, passamos todo esse tempo estudando, estudando, estudando, para conquistar nosso lugarzinho ao sol. Treinamos horas diárias para o T.A.F.
Seríamos o partido ideal para qualquer pessoa se...
Se não passássemos mais de 6 horas diárias estudando leis, jurisprudências, informativos.
Tem dias que dá uma vontade de desanimar, só que ai fico imaginando aqueles R$35,000.00 mensais que um juiz ganha para trabalhar 4 horas por dia, dois dias por semana (brincadeira amiguinhos, sabemos que juiz ganha bem, mas trabalha muito também).
Aí tá né, nós dedicamos anos de nossa vida, ouvindo todos os dias que somos inúteis, só damos gastos aos pais, pois não fazemos mais nada da vida além de estudar, deixamos de frequentar as baladas, daí quando estamos lá ganhando bem, tem sempre aquele que diz:
nossaaaaaaaa você ganha isso tudo e não faz nada.
Oi?
Isso irrita bastante, porque só quem é concurseiro sabe o quanto é sofrido para se chegar a tão sonhada vaga.
Ser concurseiro/nerd é isso, dedicar-se, esforçar-se, por diversas vezes se foder e depois ouvir que foi sorte!
É isso daí amiguinhos, a prosa está boa mas tenho mais dez leis para estudar ainda.
Sou NERD com muito orgulho, obrigada, de nada!!
Beijos da Tia Felipa Sarey..
Aquela vaga será minha!!
terça-feira, novembro 17, 2015
O DIA EM QUE EU CHAMEI O HUGO NUMA PROVA
Oi pessoal da bunda quadrada! Bora pra mais uma das muitas histórias da minha longa jornada de concurseira?
Pois bem, esse foi um dos primeiros concursos que prestei, quando ainda estava na faculdade e achava que seria funcionária pública antes dos 20. Olhando hoje parece ridículo, mas quando a gente vê de fora tudo parece mais fácil, lindo maravilhoso e com borboletas azuis.
Nem me lembro direito qual era o órgão, mas era uma vaga de técnico, e como boa concurseira e iniciante não pensei duas vezes e me inscrevi.
O único problema é que a prova seria realizada em outra cidade, que dá uns 150 km da minha. Isso não foi bem um problema, porque várias pessoas da minha cidade iam fazer a mesma prova e logo fretaram um ônibus enorme pra levar todo mundo.
No dia da prova, tudo parecia perfeito. Eu tinha estudado arduamente, consegui acordar no horário e estava no ônibus a caminho da outra cidade. Eu ia passar e tinha certeza disso.
Ah, eu ia, se o motorista não tivesse inventado de parar em um posto no meio do caminho pra todos tomarem café. E eu não tivesse descido e comido uma maldita coxinha que acabaria com o meu sonho.
Passei a viagem toda “conversando” com a coxinha no meu estômago. Ela não tava feliz de estar ali e queria sair de qualquer jeito.
E adivinha em que hora ela decidiu que era a hora de sair do meu estômago e respirar ar puro? Sim, na hora da prova. Foi uma mobilização só, 40 pessoas me olhando com cara de nojinho e eu calculando quanto tempo levaria até eu ir ao banheiro me limpar, limparem o meu lugar e eu voltar a fazer a prova. Perdi meia hora, mas depois disso também perdi toda minha concentração e não consegui mais ler nada com nada.
E desse dia restaram duas desgraças: não passei no concurso, e nunca mais comi coxinha.
Mas o importante é não desistir, um dia aquela vaga será minha!
sexta-feira, outubro 30, 2015
FELIPA SAREY – O DIA EM QUE NÃO FIZ O CONCURSO QUE TERIA PASSADO
Oi pessoal da bunda quadrada, cá estou eu novamente para contar das minhas peripécias nessa vida de estudos, provas, choros, decepções (vontades de cometer suicídio) e muitos “quases”.
Hoje em específico vou contar para vocês o dia que deixei de prestar uma prova de concurso público, como todos sabem, sou concurseira viciada, presto todas as provas que posso, até aquela que sei que não passarei.
Não sei que raio me deu, acredito que o próprio tinhoso me fez perder a vontade e o prazo para me inscrever para essa prova, até então a única que deixei de prestar desde que me propus a ser concurseira.
Não me considero pessoa burra, ao contrário, acredito que tenho até um certo potencial, porém para essa prova em específico, sei lá, parecia algo tão distante que nem decidi arriscar.
A prova era para o Ministério Público de São Paulo, o número de vagas não estava ruim, mas eu realmente não me sentia preparada para ela, talvez por não ter os anos de prática jurídica necessários (teria na data da inscrição definitiva), ou simplesmente por achar que era uma prova muito complexa para meu tempo de estudo.
O fato é que o prazo se encerrou e eu não fiz a merda abençoada da inscrição, fiquei de boinha, estudando como de costume.
Como é possível imaginar, no dia da prova eu estava batendo a cabeça na parede, arrependida, mais perdida que filho de senhora que ganha a vida satisfazendo a lascívia de outrem em dia do genitor, mas infelizmente não havia nada a se fazer.
Passada a prova (a depressão ainda não havia passado) segui meus estudos como se nada tivesse acontecido, porém sempre que ouvia ou lia as palavras Promotor de Justiça ou Ministério Público aquela música triste do chaves tocava em minha cabeça (aquela que toca quando todo mundo chama ele de “ladrão).
Enfim, um dia tomei coragem e fui ver a dita prova, pensei comigo “vamos ver o nível da bagaça”. Comecei a ler as questões e perceber que eu sabia a resposta da maioria delas, parecia que o destino queria dizer chupa otária eu te avisei, então decidi fazer um simulado com aquela prova.
Fiquei surpresa ao perceber que se tivesse prestado a prova eu provavelmente teria sido aprovada para a segunda fase (de lá já não sei se passaria).
Nesse momento me bateu aquela revolta, quase virei o hulk de tanta raiva que senti de mim mesma, mas o que me restava era aprender com meu erro.
O fato é que as vezes a nossa insegurança nos impede de alcançar o objetivo, pensando nisso, desde então eu encaro cada prova, não deixo passar nada em branco, me inscrevo em tudo mesmo, porque como vocês sabem, um dia aquela vaga ainda vai ser minha.
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