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sexta-feira, setembro 11, 2015

DA SÉRIE O QUE FAZER? “MANHÊ! TEM UM BICHO NO MEU CHOCOLATE

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Quem nunca ficou morrendo de vontade de comer aquele docinho depois do almoço? Aí você vai à padaria/panificadora (depende da região do BR que você mora) e compra um apetitoso chocolate. Abre com toda aquela emoção, do tipo criança abrindo presente de Natal, a cena parece que acontece em slow motion. Quando você termina de abrir: SUPRESA: TEM UM OBJETO NÃO IDENTIFICADO NO SEU CHOCOLATE.

Você grita, esperneia, faz ânsia, e o objeto – que agora lhe parece mais uma larvinha - ainda está ali, te olhando, como se lhe provocasse dizendo: “O chocolate é meeeu, é meeeu, é meeeu, perdeu boy”.

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Calma. Você pode resolver de três maneiras:

1) Volte na panificadora e peça para trocar o chocolate ou peça seu dinheiro de volta (pode ser que você tenha receio de pegar outro chocolate);

2) Se não der para voltar na panificadora ou se seu pedido for negado (o que, em tese, não poderia), procure na embalagem do produto um 0800 ou número de SAC para que você possa contatar o fabricante. Se não tiver, procure na internet, manda uma mensagem em Código Morse, sei lá, se vira.

Normalmente, as empresas alimentícias irão até você e coletarão o produto avariado, substituindo-o por um igual, mas com qualidade. Uma vez encontrei uma larvinha (fofa) num bombom e a empresa de chocolate me deu uma cesta de Páscoa tão cheia de chocolate que eu devo ter engordado uns 5 kilos em apenas 1 dia.

3) Outra opção seria ajuizar uma ação de danos morais em face da fabricante a da comerciante, eis que pelo CDC estas responderão de forma solidária pelo vício do produto que o torne impróprio para o consumo (artigo 18).

Sobre essa possibilidade, você é livre para escolher. Contudo, o entendimento majoritário do STJ é que não existe dano moral quando você encontra um objeto estranho no seu alimento, mas não o consome (Vide STJ – Resp 1.395.647; AgRg 1.305.512; REsp 1.131.139; REsp 747.396).

Mais do que isso, existem alguns alimentos, nos quais é mais comum a existência de bichinhos, ou as chamadas “sujidades” até mesmo pela sua natureza. Inclusive, a ANVISA expediu uma Resolução impondo um limite de tolerância para “matérias estranhas macroscópicas e microscópicas em alimentos e bebidas” (RDC nº 14/2014). Portanto, não queira sair processando o mundo, só porque tem um caruncho no seu feijão que ficou aberto no armário por 1 mês.

É claro que para chegar ao ponto de entrar com uma demanda vai depender muito de como a empresa (seja a comerciante ou a fabricante) irá tratar o caso, eis que você tem direito de exigir a troca. Mas o que eu acho de verdade? Que é forçado demais dizer que o bichinho ofendeu sua integridade moral apenas porque ele estava ali sorrindo para você.

DaianeLuz

sexta-feira, agosto 28, 2015

DIÁRIO DE UMA DOUTORA – O QUE FAZER? A COMPANHIA AÉREA PERDEU A BAGAGEM DO MEU AMIGO

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Diário de uma Doutora – O que fazer? A Cia aérea perdeu a bagagem do meu amigo

Voltando novamente de volta outra vez à Série: “O que fazer?”, o tema de hoje é: a Cia aérea perdeu a bagagem do meu amigo.

Quantas vezes já não aconteceu isso né? Pois é. E mesmo nós advogados, bacharéis ou estudantes de direito, ficamos perdidos, sem saber muito bem quais procedimentos devemos adotar para resguardar nossos direitos e dos nossos amiguinhos que sempre nos procuram nessas horas nefastas da vida.

Por mais que a gente adore um litígio, com a experiência, vamos aprendendo que resolver os problemas na base do acordo e sem precisar acionar o Judiciário poupa tempo, paciência e na maioria das vezes, dinheiro.

Portanto tentar resolver pela via extrajudicial é o melhor caminho. Para tanto, preparei (copiei do Google) as seguintes dicas/passos que devem ser tomados quando você se encontrar nessa situação, ou de como você deve orientar seu amiguinho.

1. Surtar e ficar desesperado porque não acha sua mala linda que você encheu de roupas da Tommy e seus cremes Victoria Secrets comprados nos esteites;

2. Acalmar-se, e dirigir-se imediatamente ao balcão da Cia (Artigo 16, Resolução da ANAC), informar o ocorrido e solicitar o formulário de reclamação – Nesse momento é bom tirar todas as dúvidas com o atendente tais como: qual o prazo para entrega da minha mala? Como acompanho o protocolo? A mala será entregue no meu endereço? Preciso descrever todos os itens que estavam nela? Lembrando que você precisará descrever todas as características da mala como tamanho, marca, cor, tipo, etc;

 

3. Se não tiver ninguém da Cia área no aeroporto, comunique à ANAC;

4. Já é bom saber que a Cia tem 7 dias para lhe restituir a bagagem, caso se trate de voos nacionais e 21 dias em caso de voos internacionais (Artigo 18, Resolução da ANAC);

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5. Durante esse tempo, se você precisar comprar algum item de emergência, o qual não pôde utilizar em razão do extravio da mala, pergunte à Cia se eles lhe darão alguma verba ou se você deve adquirir com seu rico dinheirinho e esperar rezar que eles lhe restituam, e se lhe darão um kit de necessidades básicas. No caso da segunda opção, guarde todos os recibos e notas fiscais para posterior (possível) ressarcimento;

6. Após o prazo do item 4, a bagagem será considerada como perdida, sendo que a Cia aérea terá até 30 dias para lhe indenizar no valor máximo definido pela ANAC (consulte a Resolução para saber o valor mínimo, pois não vou dar de mão beijada);

7. Pode acontecer de a sua mala ser encontrada, contudo avariada. Nesse caso, registre também o fato, somente aceitando sua bagagem após a verificação de todos os itens nela contida, bem como da situação da própria mala;

8. Se nada der certo e for preciso acionar a Cia aérea, chame um advogado ou corra no Juizado Especial, sem esquecer-se de juntar todos os documentos relativos em caso de extravio (bilhete de passagem, formulário de reclamação, recibo de gastos com despesas de emergência, recibo dos objetos ou descrição com valores de itens semelhantes) ou em caso de avaria (bilhete de passagem, formulário de reclamação, recibo de gastos com despesas de emergência, fotos da mala caso esteja avariada, recibo dos objetos faltantes ou descrição com valores de itens semelhantes).

Em um dos casos concretos vivenciados pela minha pessoa na minha vasta experiência (#sqn), o brother teve a mala extraviada quando voltava de uma viagem de 1 ano e meio na Califórnia, onde estava estudando. Ficaram mais de 10 dias sem lhe dar informações, quando ele então descobriu por conta própria, que a mala estava no aeroporto. Teve que ir até lá buscar e quando viu a mala: surpresa! Ela estava toda ferrada, cortada com canivete, rasgos laterais etc. Além disso, durante os dez dias, ele usou a mesma roupa, vez que todas as demais estavam na mala (hahahahahah). Esse caso precisou de acionamento judicial, vez que não foi possível acordo extrajudicial com os caras.

É isso pipous. Um beijo na bunda e tentem resolver tudo sem precisar acionar a justiça. Por que? Porque já tem muito processo!

DaianeLuz

quarta-feira, julho 15, 2015

DIÁRIO DE UMA DOUTORA– O QUE FAZER? PERDENDO A COMANDA NA BALADA

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Caros leitores (DAE tigrada!), depois de um tempo sem dar as caras por aqui, resolvi fazer uma série com 4 colunas, onde vou narrar alguns fatos que já aconteceram comigo ou com conhecidos, bem como de que modo ajudei a resolvê-los (ou não), como advogada, e como as pessoas podem resolver sem advogado. São fatos do cotidiano, que podem acontecer com qualquer um e ó: já adianto que é apenas o que eu já resolvi ou o que conheço um pouco sobre o assunto (o que por óbvio não é muita coisa), mas pode ajudar algum brother que precise. Aceitamos dicas também, obrigada!

E o primeiro tema é: Perdendo a Comanda na Balada.

É bem de praxe chegar na balada/bar e receber uma “comanda” de pedidos, que pode ser um cartão, um papel, uma pulseira, que contém um número, no qual está cadastrado seu nome. Logo de cara a primeira informação que consta no bicho é: “Em caso de perda ou extravio desta comanda, aplicar-se-á multa de muitos dinheiros”.

Você já experimentou perder uma comanda na balada? Olha, a sua experiência dependerá do estabelecimento. Em alguns, que possuem controle do consumo de cada cliente, você comunica a perda, eles dão a baixa, te dão uma nova comanda e boa! Sem maiores problemas. Ponto para vocês, continuem assim amiguinhos.

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Agora tem lugar meu amigo.... Primeiro que vão achar que você está de sacanagem com a cara deles. Isso porque a má-fé nesses casos não tem que ser provada, ela é presumida. O gerente do bar olha pra você com aquela cara de pessoa de conduta ilibada bêbada e é claro que já acha que você pediu todos os drinks e combos de cachaça da casa e está dando o golpe.

Em segundo lugar, vão te dar duas opções: Ou você vai embora apenas no final da festa, quando tentarão identificar se alguém pegou sua comanda e saiu gastando bem louco igual a Val Marchiori na loja da Chanel. Ou você vai embora quando encontrar sua comanda, talvez aquela que você jogou no lixo do banheiro.

Nem preciso dizer o abuso que é isso né? Fere o CDC, o CP, a dignidade humana, fere meu coração, mano.

O consumidor só pode pagar por aquilo que ele consumiu, sendo que a multa é totalmente ilegal (inclusive com entendimento jurisprudencial), abusiva e caracteriza vantagem indevida. Assim, o estabelecimento deve ter controle do que foi consumido, para que em casos assim saiba exatamente o que deve cobrar.

Se não der certo, e a casa for um lixo de lugar que não sabe nem quantas cachaças está levando para a mesa 5, e você perder sua comanda, tome 1 das duas atitudes possíveis: 1) se tiver dinheiro pague a multa e peça imediatamente o ressarcimento através do PROCON ou Juizado Especial (em dobro) ; 2) se não lhe deixarem sair do estabelecimento e não tiver dinheiro para pagar a multa chame a DECON – Delegacia de Crimes contra o Consumidor; 3) chama os cana porque estão lhe mantendo em cárcere privado e lhe constrangendo ilegalmente.

“Ah, mas sempre tem uns aproveitadores que somem com a comanda para não pagar ou aqueles que acham comandas, gastam tudo e saem impunes”. Acontece mesmo. Amigos meus já acharam uma comanda, aproveitaram-se dela, mas foram muito burros e foram pegos! Rá.

Então a dica do dia é: a responsabilidade é toda do estabelecimento de tomar as precauções, ter um sistema interno que possibilite de imediato lançar os pedidos dos clientes e evitar que problemas como esse aconteçam. E antes que me chamem de qualquer coisa, advogo muito mais para empresas do que para consumidores e parafraseio: “Prevenir é o melhor remédio”.

DaianeLuz

quarta-feira, junho 17, 2015

DIÁRIO DE UMA DOUTORA – TESTEMUNHA: TERROR DOS ADVOGADOS

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Se tem uma parte do processo que eu particularmente gosto bastante é a instrução. Mais precisamente a audiência de oitiva de testemunha.

Tenho pouca experiência no ramo de audiências, sem dúvidas, mas uma coisa eu já aprendi e é sempre certa: a testemunha pode te ajudar imensamente, como pode ferrar de verde e amarelo com a sua defesa.

Explico.

Você recebe a indicação da testemunha. Entra em contato, pergunta tudo o que a testemunha presenciou, tudo o que ela pode ajudar, faz aquele interrogatório, esclarece algum ponto importante da sua defesa e boa. Explica como chegar ao Fórum, diz que horas ela deve chegar e passa seu contato.

Você chega ao Fórum e a testemunha já está lá, lhe esperando sorridente (tá, nem sempre). Você fala pra ela que vai fazer as mesmas perguntas que fará na audiência, apenas para certificar-se de que os fatos são mesmo aqueles. Ela responde todas as perguntas exatamente como os fatos aconteceram, com detalhes importantes e chamando a atenção para os pontos que você precisa, principalmente para AQUELE caminhão que você precisa que ela diga que viu. Surpreendentemente ela sabe até a frase de para-choque que está escrita no caminhão: “É facio falar de mim dificio é fazer o que eu faso”. Você pensa: fechou! Vai estar de boa essa parada audiência aí!

Mas, é claro que alegria de advogado pobre dura pouco. Eu gostaria de fazer uma pesquisa mais aprofundada sobre esse tema, mas desconfio que nas salas de audiência deve ser implantado algum dispositivo, estilo aquele do MIB que o Will Smith usa para apagar a memória do povo que vê os alienígenas, que justamente apaga a memória das testemunhas. Sei lá, deve ser um “obliviate” (magia do Harry Potter) muito forte mano, que nem macumba tira.

testemunha

Mano, quando o Juiz pergunta se ela viu algum caminhão, especificamente aquele maldito caminhão, que você precisa que ela diga que estava lá, o que ela diz?

“NÃO LEMBRO MUITO BEM SE ERA UM CAMINHÃO, MAS TINHA MOVIMENTO NA RUA”.

#PQPMOTHERFUCKERHASHTAGCHATEADAPUTADACARA

O que aconteceu com a porra do caminhão que tinha uma frase de para-choque super bacana? Enfiou onde o caminhão amiguinho? Dá vontade de pular da janela, dançar a dança da manivela, sei lá. Como manter o controle? Quem são essas testemunhas que esquecem o que viram na hora da oitiva? O que fazem? Onde vivem?

Sinceramente não sei. A desculpa de que a culpa é do advogado que não instruiu a testemunha não dá né gente. Não sei se a pessoa tem medo porque é o Juiz que está questionando, ou porque ele fala no começo que “Você presta o compromisso de dizer a verdade, sob pena de responder pelo crime de falso testemunho” e pronto. A pessoa surta, fica com medo de dizer a verdade que há 10 minutos na sala de espera da audiência ela falou pra você. Fica com medo de dizer até o nome, vai que o Juiz descobre que o nome na Certidão de Nascimento é um e na Identidade é outro. Dificio.

Enfim, já tive testemunhas muito boas também, que quando questionadas eram firmes e diziam exatamente o que sabiam, sem titubeio, sem rodeios.

Uma testemunha pode te ajudar a ganhar uma causa. Mas quando ela quer estragar, meu amigo... Não tem pedido de “pela ordem Excelência” que te faça consertar o erro a cagada.

DaianeLuz

quarta-feira, maio 27, 2015

DIÁRIO DE UMA DOUTORA–DA RE”PUTA”ÇÃO ILIBADA DO ADVOGADO

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Movida pela ansiedade que nos trouxe a indicação e processo de escolha (a qual contou com uma sabatina digna nos tempos de inquisição) do agora Excelentíssimo Ministro do STF Luiz Edson Fachin, bem como as discussões acerca da chamada reputação ilibada do jurista a ser indicado como Ministro, gostaria de falar da nossa reputação ilibada.

Antes de continuar, não quero dar início às discussões sobre a indicação, envolvimento político e blá blá blás que cercaram esse processo, apenas ressalto que minha posição enquanto advogada foi de total apoio a um dos maiores juristas paranaenses.

A exigência de “reputação ilibada” de um candidato a uma das onze (11) vagas de Ministro do STF está disposta no Artigo 101 da CF. Ou seja, se a mãe de todas as Cartas, a Magna do Sul do Mundo assim dispôs, nada podemos discutir.

Para o advogado, o Estatuto dos Advogados previu que para inscrever-se nos quadros da OAB, o cara, ou “a cara” deve ter “idoneidade moral”.

Aí fica a pergunta: O que seria reputação ilibada e idoneidade moral? Difícil descrever questões que são tão subjetivas né?

Imaginemos que a conduta ilibada seria a exigência de seguir parâmetros éticos, guiar a conduta de acordo com a moral vigente na sociedade, tanto no pessoal como no profissional (estilo Faustão – ô loco meu!).

Tá, mas o que é moral? Nem vamos adentrar nesse campo, pois já tivemos pelo menos uma matéria inteira na faculdade para discutir a moral e a ética.

Para o advogado o Estatuto da OAB não diz o que é idoneidade moral propriamente dita, mas diz que ser condenado por crime infamante, não é ser idôneo moralmente. Existem várias discussões sobre o que seria um crime infamante, e se a pessoa que já se redimiu do crime poderia ser advogado, e a existência do incidente de idoneidade moral, etc, etc.

Ocorre que fiquei pensando o que poderia ser essa reputação ilibada? Se ele se aplica também à vida pessoal, advogados não podem beber até cair? Sair correndo pelado no meio da rua? Dançar em cima da mesa no final da noite? Se balançar sobre uma bola de construção gritando I came in like a wrecking baaaaaaaaaall? Jogar uns bons pôker, uns snooker no bar do Zé? Não podemos pintar o cabelo de azul, ou usar um piercing na boca? Imagine postar foto de biquíni ou sem camisa nas redes sociais então? Nossa que absurdo, ela/ele é advogada (o) e tem que seguir a moral e os bons costumes! Ora, tais atos ligados, à vida pessoal (uma vida bem loka diga-se de passagem), descaracterizariam a conduta ilibada do profissional?



Tá, e os bonitinhos que se apropriam indevidamente de valores de seus clientes e ninguém sequer imagina? E aqueles que cobram valores exorbitantes de pobres senhoras e senhores do interior para pedir em seus nomes benefícios previdenciários (não estou falando dos 30% daqueles casos do Fantástico, mas de casos em que as cobranças são mesmo filhadaputagem)? Sem contar os que recebem os benefícios em nome deles e não repassam um tostão. Os que enrolam os clientes, os que não prestam contas, vixxxx, sabemos que tem vários por aí!

Agora me digam, se ninguém descobre, ou denuncia esses coleguinhas, eles continuarão com a fama da reputação ilibada? Sim!

Enquanto isso, os meros mortais que só querem viver suas vidas pessoais em paz podem ser taxados de ter uma mancha em sua carreira e sua rePUTAção ilibada.

Lembrem da história da advogada que perdeu o cliente porque tinha foto de balada, fazendo biquinho e de biquíni no facebook!

Acho que sabemos quem, de fato, são os PUTO da história!



quarta-feira, maio 06, 2015

DIÁRIO DE UMA DOUTORA – NÓIS E O JURIDIQUÊS

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Nobilíssimos colegas de ofício aos quais elevo inenarrável apreço, peço vênia para tecer algumas considerações acerca de tão vultosa ferramenta de trabalho dos operadores do direito, qual seja o juridiquês.

Não mano. Isso é chato. Essa é uma coluna legal para escrever e ler sobre direito de forma divertida e simpática (ou não) e não para usar as mesmas palavras que usamos todo santo dia em nossas petições.

O juridiquês é um neologismo (nas palavras da mãe Wikipédia) que serve para descrever o uso dos jargões jurídicos, mas de forma excessiva e eu diria até, sem contextualização.

No último final de semana estava escolhendo um presente para minha afilhada fofura de 3 anos. Eis que gostei uma barraca cor-de-rosa das princesas da Disney *-*, mas não estava confiante com minha escolha. Então peguei a barraca, segurei-a, com o intuito de reservá-la, enquanto olhava os demais brinquedos. E no mesmo instante eu disse: “A PRIORI vou ficar com esse, se gostar de outro eu troco”

juridiques

Mano. A priori? Numa loja de brinquedo? Putssss. Me senti uma chata coxinha dusinferno e fui recriminada em alto  e bom tom pelo meu namorado. Merecido.
Eu entendo que a linguagem, seja ela culta, seja ela coloquial, jurídica, ou mesmo a linguagem dos mano aqui da vila, está correta desde que utilizada no contexto correto.

Adianta você explicar para o seu cliente que o ônus da prova incumbe à ele? Ou falar para a viúva que ela é a cônjuge supérstite? Pior, falar que dependendo do crime seu cliente pode ficar de 10 a 20 anos em um ergástulo público (isso existe mesmo?).

É claro que em nossas peças utilizamos alguns termos técnicos que exigem o conhecimento jurídico para compreensão. Contudo, tais termos são perdoáveis e necessários se utilizados de forma técnica e não rebuscada, como o juridiquês. Fato é que tem advogado/jurista que acha bonito e se acha inteligente escrevendo dessa forma. Eu acho chato.

Pesquisando para essa coluna (sim, vocês são tão importantes que faço um estudo de uma semana para escrever algumas palavras), encontrei duas traduções do juridiquês que demonstram como escrever desse modo mais atrapalha do que ajuda, além do que, afasta as partes do processo, o que não queremos, vez que defendemos o acesso à justiça certo? Certo.

A primeira tradução é da Professora Hélide Santos Campos, da Unip e a segunda do Advogado Sabatini Giampietro Netto:

JURIDIQUÊS

“V. Exª, data maxima vênia, não adentrou às entranhas meritórias doutrinárias e jurisprudenciais acopladas na inicial, que caracterizam, hialinamente, o dano sofrido.”

TRADUÇÃO

V. Exª não observou devidamente a doutrina e a jurisprudência citadas na inicial, que caracterizam, claramente, o dano sofrido.

JURIDIQUÊS

“Com espia no referido precedente, plenamente afincado, de modo consuetudinário, por entendimento turmário iterativo e remansoso, e com amplo supedâneo na Carta Política, que não preceitua garantia ao contencioso nem absoluta nem ilimitada, padecendo ao revés dos temperamentos constritores limados pela dicção do legislador infraconstitucional, resulta de meridiana clareza, tornando despicienda maior peroração, que o apelo a este Pretório se compadece do imperioso prequestionamento da matéria abojada na insurgência, tal entendido como expressamente abordada no Acórdão guerreado, sem o que estéril se mostrará a irresignação, inviabilizada ab ovo por carecer de pressuposto essencial ao desabrochar da operação cognitiva.”

TRADUÇÃO

Um recurso, para ser recebido pelos tribunais superiores, deve abordar matéria explicitamente tocada pelo tribunal inferior ao julgar a causa. Isso não ocorrendo, será pura e simplesmente rejeitado, sem exame do mérito da questão.

Esses exemplos só nos mostram como é ridículo escrever dessa forma, bem como que linguagem técnica é bem diferente de juridiquês. Sim, isso é pra você que comenta nestes termos até no Facebook!

A propósito, em que pese tenha restado certa irresolução acerca da lembrança que buscava no estabelecimento comercial de brinquedos, eis que por fim adquiri o abrigo roseado das altezas da Disney (a barraca cor-de-rosa das Princesas). E minha afilhada amou. A priori.

E por fim, uma mensagem do grande NELSON MANDELA:

“Se você falar com um homem numa linguagem que ele compreende, isso entra na cabeça dele. Se falar com ele em sua própria linguagem, você atinge seu coração.”

LACREI!

DaianeLuz

sexta-feira, abril 24, 2015

DIÁRIO DE UMA DOUTORA - ESCRITÓRIO DO VINTÃO

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Um dia alguém falou que a prostituição é a profissão mais antiga do mundo. Se é verdade eu não sei, mas para os pseudomoralistas que dizem que ser profissional do sexo não é ter uma profissão, sugiro dar o rabo pelo menos 3 vezes ao dia para 3 pessoas que você nunca viu na vida, recebendo muitas vezes uma miséria, sem qualquer proteção de sua vida, de sua saúde, sem ter qualquer direito trabalhista, ou previdenciário.

Para quem não sabe (eu também não sabia), os profissionais do sexo são enquadrados na Classificação Brasileira de Ocupação pelo Ministério do Trabalho e Emprego, contudo, não existe na Legislação Brasileira qualquer proteção propriamente dita a esse tipo de trabalho. Um retrocesso, já que diz a lenda que na Atenas do século VI a.C. as acompanhantes de luxo já eram regulamentadas e pagavam rios de impostos aos Estado (by Google).

Se é degradante, se a pessoa nunca poderia justificar a necessidade para se prostituir, faço uma segunda sugestão de nos olharmos no espelho e lembrarmos que nosso corpo físico é nosso, de mais ninguém. No popular: o corpo é meu e eu faço o que eu quiser.

Falei tudo isso, para mostrar que não tenho preconceito algum com a profissão, mas, que é senso comum que prostituir-se, seria entregar algo valioso em troca de pouco dinheiro, de esmola. Entendo assim, porque independente se a profissional do sexo é de luxo, nem mesmo uns 10 mil valem pela entrega de algo tão importante como nosso corpo. Friso que essa é minha opinião.

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Trazendo tudo isso para o mundo jurídico, fiquei indignada quando, após me formar, descobrir que havia colegas cobrando R$ 20,00 (vinte reais) por uma diligência. R$ 20,00 (vinte reais) para gastar 1 hora do seu dia, ou mais, para deslocar-se até o fórum, consultar um processo, realizar cópias, digitalizar, enviar por e-mail.Para realizar uma audiência de conciliação, colocar seu precioso número de ordem em um processo que nunca viu na vida e responsabilizar-se por seus atos, por R$ 40,00 (quarenta reais).

Eis aqui uma analogia. Não estamos, nós, prostituindo nossa profissão? Entregando algo extremamente valioso (nosso saber), por valores ínfimos? Vejam, nós advogados (e aqui estou considerando os novatos, porque sou uma) estudamos no mínimo 5 anos, prestamos uma prova do capeta da OAB, fizemos estágios que pagavam uma miséria (tudo em honra ao aprendizado), muitos já terminaram uma especialização (que custa o olho da cara), e cobraremos R$ 20,00 (vinte reais) por uma diligência?

Mas a culpa é de quem? Do colega que se sujeita a tal situação? Que tem contas para pagar, família para sustentar? Considerando o número de Faculdades de Direito em funcionamento no Brasil, a gente já pode ter uma ideia de quem é a culpa.

Fato é que o aviltamento dos honorários advocatícios fere a dignidade da nossa profissão. Detesto apresentar um reclamatório e deixar de sugerir soluções, mas considerando o pequeno espaço de uma coluna, deixo as sugestões para outro dia.

Apenas lutemos, irmãos, para que não nos deparemos numa esquina qualquer com o ESCRITÓRIO DO DR. VINTÃO (tipo o da Bruna Surfistinha). “Consultas a vinte reais ou seu dinheiro de volta”.

Se a prostituição é a profissão mais antiga do mundo, a advocacia é a mais ingrata.

DaianeLuz

quinta-feira, abril 09, 2015

SUSTENTAÇÃO ORAL: DICAS DE UMA ADVOGADA INEXPERIENTE

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Devo alertar desde já, que em minha vasta experiência como advogada (quase 2 anos), fiz apenas 2 sustentações orais, mas, que são suficientes para que lhes escreva ao menos um pequeno roteiro do que não fazer. Já ajuda certo?

O ritual de iniciação é duro. Ficarás acordado algumas noites tentando decorar o processo, fazendo perguntas a si mesmo, para certificar-se de que estudou cada detalhe do caso.

A primeira questão é saber a necessidade de fazer a sustentação oral.  Eu vejo 3 necessidades:

1) quando é preciso chamar atenção para uma questão de fato ou de direito que pode alterar totalmente o resultado do julgamento; 2) para levantar alguma questão de ordem no processo; 3) quando seu chefe manda.

Assim, de forma bastante sucinta, descrevo as 3 fases do processo pré-sustentação oral, com base na minha vasta experiência.

Fase 1: Estudando o processo: Leia o processo de cabo a  rabo, entenda, absorva, escreva, reescreva, escreva de novo, marque com post it, cole na parede do quarto. Escreva os memoriais para entregar pessoalmente aos Desembargadores de no máximo 5 folhas, afinal é um memorial, não um livro.

sustentação

Fase 2: A entrega dos memoriais: Essa parte é complicada. Isso porque não são todos os Desembargas que lhe atenderão, e você terá que entregar ao Assessor. Não deixe de falar com o Assessor, pois ele provavelmente fará o voto e, se o Desembargador tiver alguma dúvida, ele vai saber exatamente o que você pediu.

Mas tenha em mente que conversar até mesmo com o Vogal é importante. Seja simpático ao entregar os memoriais e diga que não quer lhe tomar muito tempo, mas achou interessante chamar a atenção para um ponto em específico que, por um lapso, não foi observado pelo Eme Eme de 1º grau (tipo puxa saco mesmo). Levei sorte em todas as vezes que fui entregar memoriais, pois falei com Desembargas supimpas que até me ofereceram café.

Fase 3: A cola e o ensaio: Depois de tudo estude mais um pouco e escreva um roteiro das suas falas para utilizar como ‘cola’ na hora da sustentação. Isso é legal, porque chega uma hora que você já está escrevendo sem precisar consultar o processo, ou apenas olha para certificar alguma informação. Quanto à ‘cola’ muitos acham que o advogado não deve levá-la. Na minha humilde opinião, é mais bonito ter um papel em cima da bancada, só por segurança, do que perder o raciocínio e ficar um minuto em silêncio, ou falando ééééééééééééééééé.  Além disso, planeje o tempo de sua fala em frente ao espelho. É engraçado.

É importante não fazer algumas coisas:


  • Não fale rápido demais.
  • Não seja redundante ou prolixo – não repita a mesma coisa o tempo todo.
  • Não use a mesma conjunção adversativa sempre, pois existem várias: porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto. Na minha primeira sustentação oral eu me esqueci disso e só usava CONTUDO. Maldito.
  • Não canse a beleza dos/as Desembargadores(as) citando artigo de Lei (iuri novit curia), a não ser que a discussão seja a aplicação do Código de 1916 ou o de 2002, por exemplo.
  • Não fale baixo.
  • Não fale alto.
  • Não use palavras difíceis. Reduza a possibilidade de gaguejar e de ficar nervoso por isso, ou até perder o raciocínio seguinte porque não consegue falar inalienabilidade, por exemplo (tente falar inalienabilidade três vezes bem rápido);
  • Não encare o/a Desembargador (a), mas quando ele erguer a cabeça (o que acontecerá poucas vezes) aproveite para direcionar sua fala à ele, olhando-o nos olhos.

De mais a mais, aproveite o momento de Miss/Mister Sustentação Oral e seja feliz!!!

DaianeLuz

quinta-feira, abril 02, 2015

DIÁRIO DE UMA DOUTORA – PRAZOS! QUE ATIRE A PRIMEIRA PEDRA…

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Olá Queridos colegas causídicos do blog de humor jurídico mais fofura de todos os tempos.

Hoje vou falar de um assunto não muito legal, mas que assombra a vida e os sonhos de todo advogado: Perder um Prazo.

Ouvi falar uma vez que existem dois tipos de advogados: Aquele que já perdeu um prazo, e Aquele que ainda vai perder.

Prefiro reformular e dizer que existem três tipos: Aquele já perder um prazo; Aquele que QUASE perdeu um prazo e Aquele que ainda vai perder. Isso porque em certos casos ainda podemos remediar, como na hipótese de protocolo de defesa de forma tempestiva, mas em vara e processo diferente (pensa no desespero).

O Estatuto da Advocacia prevê em seu Art. 32 que: “O advogado é responsável pelos atos que, no exercício da profissão, praticar com dolo ou culpa”.

Fato é que existe toda uma discussão acerca da responsabilização do advogado nesses casos. Isso porque, cada caso deve ser aferido individualmente, como que num exame de gravidade.

Como se sabe, o mandato que recebemos de nossos clientes é senão um verdadeiro contrato de prestação de serviços, que nos dá poderes para defender os interesses destes, sejam poderes amplos ou específicos.

Lembremos que a advocacia em geral, é caracterizada por ser uma obrigação de meio, e não de resultado, afastando a Teoria do Risco da atividade para nossa profissão. Deve o advogado utilizar de toda sua diligência e capacidade profissional, mas é claro, está sujeito às eventualidades do processo e do procedimento em si.

Alguns erros dos advogados são graves, como perda evidente de prazo para contestar, situação essa na qual a responsabilidade pode ser verificada de plano. Quanto aos recursos, o advogado não é obrigado a recorrer sempre, mas deve cientificar o cliente e certificar-se de que sua intenção não era mesmo a de recorrer.

mulher-se-descabelando-e-gritando

A Lei 8.906/94 elenca algumas das situações em que o advogado poderá ser responsabilizado: a) erros de direito; b) erros de fato; c) omissões de providências necessárias; d) perda de prazo; e) desobediência às instruções do constituinte; f) por parecer contrário à lei, jurisprudência e doutrina; g) dano causado a terceiro; h) violação de segredo profissional.

Amigos, a coluna de hoje foi para alertá-los de um erro o qual todos estamos sujeitos, principalmente quando vivemos assoberbados de trabalho e atividades. Viver na correria e assoberbados de trabalho é quase que inerente à nossa profissão, mas ainda assim devemos tomar todos os cuidados necessários para que evitemos qualquer tipo de erro.

Que atire a primeira pedra aquele que nunca cometeu um errinho sequer, ou que gelou até no orifício rugoso achando que tinha perdido um prazo!

E que Nossa Senhora dos Prazos em Dia nos abençoe, Amém.

DaianeLuz

sexta-feira, março 13, 2015

DIÁRIO DE UMA DOUTORA – A MAGIA DA SEXTA FEIRA 13

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Qual advogado, estagiário, estudante etc. não ama a sexta-feira? Sexta-feira é animassaum, os grupos do whatsapp são movimentados logo cedo com fotos de cerveja, mandam aqueles vídeos super novos do anão dançando “hoje é sexta-feira”, ou do Dimitri bem louco na balada. Um solzinho do bom na minha cidade (não muito comum), uma audiência de instrução em uma Comarca que fica há aproximadamente 40 km da Capital (tão tão distante), um rolê cozamigo programado para a noite, enfim, uma sexta-feira feliz. Ahhh, a magia da sexta-feira não é?

Considerando que meu carro está à venda (quem tiver interesse favor falar inbox), tenho usado o transporte público para ir trabalhar. Depois de 6 anos usando carro para ir até na panificadora da esquina comprar pão, esta tem sido uma experiência bastante interessante. Mentira, tá uma bosta andar de ônibus.

Naquele dia, eu precisava chegar cedo ao escritório para acompanhar a outra advogada na audiência na Comarca tão tão distante.

Contudo, um caminhoneiro bêbado resolveu tombar sua carreta carregada de geladeiras, literalmente atravessada em uma das principais Avenidas da cidade, pela qual passam no mínimo uns 6 tipos de ônibus que levam as pessoas assalariadas para seus respectivos trampos, do bairro para o centro. Inclusive, o MEU ônibus precisava passar por ali.

Aqui não são tão comuns os congestionamentos gigantescos (a não ser em horário de pico), então ficar parado 40 minutos dentro de um ônibus tira a paciência de qualquer um. Por óbvio não tinha o que fazer senão descer do busão, e andar pelo menos umas 10 quadras de salto, no sol, suando, derretendo, para pegar outro ônibus que não tivesse que passar pela carreta maldita.

Após chegar mais de 1 hora atrasada, suada, com dor no pé, pensei que o problema do ônibus havia sido apenas um imprevisto. Acontece né? Continuei acreditando na magia da sexta-feira.

Ledo engano. Naquela correria, ao entrar no carro da advogada para irmos até a audiência o que acontece com o vestido preto tubinho próprio para audiências? Sim, acreditem, rasgou! Fiquei com a bunda TODA de fora, e não conseguia parar de rir da minha própria desgraça.

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Coloquei a bolsa tampando o rasgo e fui andando até a primeira loja que tinha na rua. Fui obrigada, por força da necessidade, a pagar 60 dilmas em um vestido amarelo feio pá porra. Ou iria fantasiada de gema de ovo, ou iria parecendo a globeleza para a audiência. Ah, esse tipo de coisa acontece mesmo, fazer o que. Segui acreditando na magia da sexta-feira.

No caminho paramos para almoçar a comida mais rápida: Mc Donalds, claro. Pedi suco de manga e naquela sede dei aquele golão. E o suco era de laranja. E eu odeio suco de laranja. Nessa hora percebi que a magia da sexta-feira só poderia estar me zoando.

Abro meu Big Mac e adivinha? Todo desmontado, tomate de um lado, picles do outro, molho nos dedos, aquela lambança. Não dava tempo de trocar, afinal se paramos no fast food, a intenção era que fosse fast. Comi do jeito que deu. Por óbvio nessa hora, eu já havia identificado que a magia da sexta-feira não existia ou era no mínimo uma anedota. Pelo menos para mim.

Após rodarmos os quase 40km, chegamos ao Fórum da Comarca de tão tão distante. As testemunhas e o preposto nos aguardavam não muito felizes. Um deles falou: Dras., não vai ter audiência. Sim, minha gente NÃO VAI TER AUDIÊNCIA. A advogada ligou a semana inteira para verificar se a Juíza havia redesignado a porra da audiência, pois não havia sido concluída a perícia, mas, segundo a “mocinha” (mentirosa) do Cartório, que conversou pessoalmente com a Juíza, haveria audiência SIM!

Fomos ver o despacho e adivinhem? Era de 1 semana ANTES da audiência, REDESIGNANDO-A.

Possessas, tentamos falar com a “indivídua” mas por óbvio ela não veio até o balcão do Cartório para que pudéssemos xingar até a mãe dela trocar uma palavrinha. O jeito foi voltar com o rabo entre as pernas, de Comarca de tão tão distante.

Pensem naquele dia que não deveria ter começado. Aquele que acaba, mas você tem a impressão que ainda não terminou. Quanto à magia da sexta-feira? Ela bem que poderia ser uma sexta-feira 13, porque de magia tipo da Disney eu não vi nada, só magia negra mesmo!

DaianeLuz

sexta-feira, fevereiro 27, 2015

DIÁRIO DE UMA DOUTORA - ADVOGADA PORTA DE CADEIA

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Olá amigos da nação fundística. Espero que tenham recuperado as energias para começar o ano com tudo!

Pois bem, eu comecei, de fato, o ano com tudo. Imagino que todos conheçam bem aquela piada de tio gordo que sempre ouvimos dos nossos amigos quando entramos na Faculdade de Direito, quando passamos no Exame da Ordem e quando nos formamos: Ah, agora já posso ser preso porque vou ter um adEvogado para me tirar da cadeia.

Eis que no início desse ano, a piada virou realidade. Em um belo sábado de verão, eu e o Boy (também causídico), fomos convidados para uma Pool Party na casa de um amigo. Não pudemos ir, pois no mesmo sábado minha cunhada viajava para fazer intercâmbio (saudades Cuh) e precisávamos deixá-la no aeroporto. Ao retornar para casa, aproximadamente 21 horas,  toca o telefone: era um dos amigos que estavam naquela festa que não pudemos ir.

- Oi Day, vocês estão aqui por perto¿ Então, é que preciso de vocês aqui. Minha namorada (também nossa amiga) bateu o carro e chegou os cana, e ela fez bafômetro, e tava com 1,25 mg de álcool no sangue e vão levá-la presa.

Sem manjar muito dos paranauê do criminal, bem como dos trâmites nesse caso, liguei para um brother que trabalha na Vara Criminal, que me deu algumas dicas: ir atrás dela na Delegacia de Trânsito, falar com o Delegado, pedir para ele já arbitrar o valor da fiança para poder providenciar a grana, não deixar ela falar nada no depoimento, etc. etc.

Lá fomos nós, do outro lado da cidade, acompanhados do nosso amigo desesperado para buscar a “bandida”. Chegamos lá ela pulou nos nossos braços e só chorava e dizia: “Eu to presa, eles me prenderam, aquela policial é muito ruim, mas eu não tô bêbada, cabô a amizade com aquela policial porque ela me algemou.”

A policial que a levou até a Delegacia, não estava, de fato, muito feliz. Contaram que tiveram que algemá-la, pois estava muito agitada.  Não satisfeita, aproveitando-se do fato de que é super magrinha, simplesmente tirou a algema dos pulsos e tentou pular da viatura em movimento.

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Chegamos e fizemos os procedimentos de praxe. Aguardamos a lavratura do Auto de Flagrante, o qual levou aproximadamente umas 3 (três) horas para ficar pronto. Nesse meio tempo já falamos com o Escrivão (porque por óbvio o Delegado não estava lá) e verificamos o valor da fiança para providenciar o dinheiro.

Enquanto aguardávamos a vez para que minha amiga prestasse depoimento, chegaram mais uns 3 cidadãos na mesma situação. Um deles chegou a dar fuga nos policiais, com um Kadet veio. Um outro passou o sinal vermelho de moto e foi pego. Quando chegou na Delegacia reclamava: ”Po, cheio de bandido solto por aí e eles vem me prender. Eu sou gente de bem.” Nisso o Escrivão puxou a ficha dele e disse: “O Sr. tem passagem por  receptação, tráfico e lesão corporal. Pode ficar aqui na cela aguardando”.

Como minha amiga era ré primária, endereço fixo e estava com advogados ali, não foi para a cela aguardar o depoimento. O prejuízo fechou em R$ 800,00 de fiança, R$ 1900,00 de multa por embriaguez ao volante, R$ 300,00 de multa porque ela esqueceu a habilitação na outra bolsa, perda da carteira com suspensão de 1 ano para então fazer a reciclagem, e um processinho criminal supimpa.

Na hora minha amiga estava de fato desesperada. Depois que passa a gente ri, mas enfim, essa é a vida e fica a lição: Não bebam e dirijam, por favor. Nesse caso, o prejuízo da minha amiga ficou apenas com ela, felizmente.

Então amiguxos, esse foi meu primeiro dia de advogada de porta de cadeira e não foi tão legal assim. Ficamos das 21 às 3 da manhã aguardando todos os trâmites e com fome, muita fome, hahaha! Lição do dia: Da próxima levarei uma marmita!

DaianeLuz

quarta-feira, fevereiro 04, 2015

DIÁRIO DE UMA DOUTORA – O PRIMEIRO DESPACHO COM O DESEMBARGADOR

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Bom dia coisas lindas! Nada como iniciar minha séria de colunas no dia do aniversário hã hã hã?! (sim, estou querendo ganhar vários parabéns!).

Gostaria de lhes informar que apenas a coluna de apresentação que foi ao ar quarta-feira passada já foi motivo para várias polêmicas, mormente no que diz respeito ao nome da Coluna. Não perderei meu espaço para contar histórias (tipo o Forest Gump) lindas para vocês para explicar que o nome da Coluna é Diário de uma Doutoura porque blá blá blá, e não, não tenho doutorado (ainda, me aguardem).

Em caso de discordância, favor acompanhar a Coluna Diário de um Coxinha, tem mais a sua cara =).

Naquele dia, após engolir praticamente inteiro o arroz, feijão e bife especialmente preparado pela minha avó, deixei a mesa do almoço falando: “Tchau Vó, estou correndo que hoje tenho que despachar com o Desembargador”.

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A coitada, católica fervorosa, ficou branca igual papel e ainda perdi 2 minutos para explicá-la o que era “despachar”, caso contrário chegaria em casa com velas acesas no meu quarto, uma novena e o Padre Marcelo Rossi pronto para o ritual de exorcismo.

Apressei-me para pegar Vossa Excelência no pulo do gato! Meio-dia em ponto lá estava eu no Tribunal de Justiça, saia lápis, camisa social, scarpin, ostentando meu crachá de “Advogado” no peito. “Despachar” não era uma novidade, pois como estagiária já havia passado alguns “migués” e despachado com Assessores e Juízes. Mas com o Desembargador e agora com o título em mãos, a história ficou um pouco diferente.

Penso que o maior receio de um advogado ao despachar – ao menos esse é o meu - é ser destratado pelo Eme Eme, e ser obrigado a ficar calado em contrapartida, pois por mais que saibamos que estes julgarão seu caso com a maior imparcialidade possível, sempre dá aquele medinho!

Apresentei-me às assessoras e aguardei. Meia hora depois entrou um senhorzinho com a cara sisuda e eu já sabia: É o dotô. Ferrou-se. As assessoras pediram para que eu fosse até a sala dele, que me atenderia naquele momento. Refiz minha fala mentalmente (reconsideração, embargos, cômputo dos juros de mora, publicação), umas 10 vezes nos 5 segundos que levei para chegar até sua sala.

Quando entrei, percorri os olhos pelo ambiente, percebendo várias caixas cobertas de livros e processos. Um senhorzinho sentado em sua mesa no fundo da sala me esperava com um sorriso no rosto, que me lembrou meu avô, e quase me fez oferecer-lhe um chimarrão. Antes que eu falasse qualquer coisa ele se adiantou: “Desculpe-me Doutora, mas acabei de mudar de Gabinete e o colega que estava aqui levou os armários, no que estou me adaptando ainda e todos os meus livros e processos estão encaixotados”.

Gaguejei, por óbvio, mas retribui o sorriso e fiz aquela média: “Imagina, Eme Eme, o que importa é estar trabalhando né”. No instante que disse isso já pensei: Pqp sou muito burra, tanta coisa pra dizer e eu formulo uma esplêndida frase que ele vai achar que estou chamando os Emes Emes de preguiçosos. Ele riu, fez de conta que não falei nada e começou a filosofar. Sim, filosofar.

Nos 30 minutos que se seguiram falamos sobre avanços tecnológicos e Freud, a consciência moral em Nietzsche, Descartes e a existência de Deus e outros mais que não me lembrarei. Fomos interrompidos pela Assessora que avisou ter mais um advogado para despachar. Retomamos a consciência e meu texto hermeticamente preparado foi proferido em exíguos 3 minutos, pedindo um #pelamordedeus para ele reconsiderar a decisão proferida nos Embargos, que tinha um pequeno erro material.

É tipo aquelas estórias, as quais você tem uma expectativa do que irá acontecer e na verdade é totalmente diferente. Acho que se eu entrasse de saia até o pé e dreadlocks a conversa teria sido exatamente a mesma e todo o procedimento também (aliás, deveria ter sido mais confortável. Logo menos escreverei sobre a excessiva formalidade do mundo jurídico. A pequena atitude do Desembargador me mostrou que ele é gente como a gente, adora uma conversa, e considera-se em pé de igualdade com um advogado – ainda que recém-formado! Meu pensamento naquele dia foi: Por um Judiciário com mais Emes Emes divertidos e menos Emes Emes coxinhas!

Epílogo

Vida Loka também tem medinho de despachar com o Desembargador.

DaianeLuz

quarta-feira, janeiro 28, 2015

DIÁRIO DE UMA DOUTORA–APRESENTANDO DAIANE LUZ

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Primeiramente, um salve para Nação Fundística do blog mais divertido do mundo jurídico. Gostaria de dizer que estou feliz de voltar a escrever-lhes, não mais como Postulante à OAB, mas como detentora de uma carteirinha cor-de-rosa já pelo segundo ano consecutivo (sem morrer), e de um carnê (do baú) da anuidade do órgão de classe!

Segundamente, informo-lhes que “eu cresci” igual a Kelly Key (não gostosa como ela), mas continuo a mesma viciada em cerveja, bares, baladas, meu time de futebol e boas companhias, e, mesmo vivendo na Vida Loka, continuo apaixonada pelo Direito!

Muitos de meus pensamentos e ideias evoluiram também com o passar desses anos, entre acadêmica e advogada. Quando eu achava que o último ano de faculdade era o inferno na terra, é porque ainda não conhecia o primeiro ano depois da faculdade. Foi o inferno na terra acompanhado do Sr. Capeta arrancando minhas unhas com uma tesoura sem fio. Mesmo assim continuei (e continuo) firme.

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Lembrei-me que no discurso da minha colação de grau havia dito que éramos corajosos em termos escolhido o Direito, ou quem sabe de termos deixado que ele nos escolhesse. Nunca a frase que, em caligrafia dourada estampava o Núcleo de Prática Jurídica da minha Universidade fez tanto sentido: "A advocacia não é profissão para covardes". Sobral Pinto é nome dele!

Passei a admirar cada vez mais os advogados e advogadas do Brasil, que trabalham muito mais que 8 horas por dia, conciliam estudo com o trabalho, pois o advogado deve manter-se atualizado constantemente. Equilibram-se em 24 horas diárias para resolver o problemas dos outros e ao mesmo tempo os problemas pessoais. São muitas vezes mal remunerados pelo trabalho desempenhado, tal qual vemos todos os dias colegas que realizam as chamadas "diligências" por R$ 20,00 (vinte reais).

Passei, em verdade, a sentir orgulho da minha profissão, tanto quanto eu sentia de estudar Direito!

Assim, após o discurso melancólico e ao mesmo tempo orgulhoso, peço que continuem sendo gentis como sempre foram. Tentarei trazer-lhes textos mais adultos (+18), informativos, opinativos, alguns da experiência advocatícia e alguns sem sentido, mas todos com uma pitada cômica, sempre que puder, afinal, esse é o objetivo (dessaporrra) desse Blog Jurídico de Humor!

Terceiramente, a Vida é Loka e nela eu tô de passagem!

DaianeLuz

quinta-feira, dezembro 18, 2014

DIÁRIO DE UMA DOUTORA - O NATAL E OS TIPOS DE ADVOGADOS

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Faaaaala, meuzamiguinho e minhazamiguinha! Tudo bem com vocês? Então... gostaria, primeiramente, de dizer que este é o meu último texto para essa coluna (todos choraaaaa... Só que não). Pois é... O NED busca sempre reformular as coisas e uma nova colunista entrará no meu lugar para escrever o Diário de uma Doutora e contar novas amarguras e sofrências, dividir com vocês a dor e a delícia de ser uma advogada. Ou será um advogado que vai passar a escrever a coluna? Bem... Não sei! Só garanto a vocês que será alguém que vai gostar de escrever e dividir experiências. Pois bem, limpem as lágrimas, assoem seus narizinhos, e vamos lá para o último texto que é o que importa (a pretensão da pessoa de achar que todos estão aos prantos).

Então é Natal...e o que você fez? É chegada aquela época que a gente faz uma espécie de autoanálise de como se comportou durante o ano e o que pode ser melhorado (ou não... tem gente que não faz coisa nenhuma). E eu elenquei aqui os tipos de advogado de acordo com personagens e elementos natalinos. Vamos lá?

ADVOGADO (A) PAPAI NOEL: Ho ho ho! É aquele advogado que já tem um certo tempo de carreira, e já passou da fase de querer fazer o tipo "sou o advogado fodão". Ele é alegre, feliz, vive sorrindo pelo fórum e tem sempre algo de bom para ensinar aos advogados mais jovens. É o advogado tiozinho feliz!

ADVOGADO DUENDE: Esse trabalha, viu? Enquanto o Papai Noel sai por aí fazendo o tipp alegre e sendo legalzão com todo mundo, alguém tem que trabalhar, concorda? O advogado duende é praticamente um doente. Vive pra cima e pra baixo carregado de processos, preocupado com seus prazos a cumprir e estressado com a profissão que, todos nós sabemos, é beeeeem estressante, né?

ADVOGADO ÁRVORE DE NATAL: Ele é meramente decorativo. Sim. Esse tipo de advogado é meio preguiçoso e fica ali, apenas para efeitos de decoração. Ele vai à audiência com o cliente e não fala uma palavra. O cliente fica se sentindo sozinho, indefeso, mas aí olha pro advogado, que está todo trabalhado na elegância e caprichado na indumentária e parece esquecer que está sendo mal assessorado, de tão bem arrumado que está o nobre causídico.

Simone

ADVOGADO PANETONE: Sabe aquele advogado que todo mundo meio que gosta um pouco, pelo menos, só que sem alguma coisa? Essa "alguma coisa" seria o jeitinho chato, cricri ou alguma outra característica que você queira adicionar aqui. Muita gente tira as frutinhas do panetone ou prefere o chocotone. Então... é mais ou menos essa a ideia.

ADVOGADO SIMONE ENTÃO É NATAL: Você deve estar se perguntando que raio de tipo de advogado é esse. Calma. Vou explicar. Sabe o aquele tipo que é todo agradável, mas que todo mundo está de saco cheio dele, de tão pedante que ele é? Ele tem sempre uma lição sobre justiça a compartilhar, tem sempre uma palavra encorajadora ao colega que está cansado da profissão, ele é uma espécie de "minutos de sabedoria em forma de gente" e isso cansa um pouco, assim como a música da Simone, que já faz parte dos nossos Natais há anos. No começo, era legal, todos curtiam, hoje cansou, mesmo ela tendo uma mensagem bonita e esperançosa. Ninguém aguenta alguém assim por muito tempo.

ADVOGADO GRINCH: Ele detesta advogar. Está sempre reclamando dos juízes, dos clientes, dos escreventes, da estrutura da OAB, do cafezinho que servem na sala da OAB, da vida. Ele é um chato, mal humorado e que ninguém suporta. Mantenha distância dele ou ele tentará te colocar pra baixo e te desiludir com a profissão.

ADVOGADO AMIGO-SECRETO: Sabe aquele advogado que vive sumido? Ele é tão secreto que parece que se esconde. Você já ouviu falar dele, soube que existe, mas nunca viu. Daí quando você um dia, finalmente conhece, se decepciona porque o cara é um chato? Pois é, ele é tipo o amigo-secreto, que sempre deixa todo mundo decepcionado por ter achado o presente sem graça.

ADVOGADO TIO DO PAVÊ OU PACUMÊ: Todos nós conhecemos algum advogado que quer ser o engraçado, mas não é. Ele te encontra na sala da OAB, você só quer tomar um café porque precisa voltar a fazer suas coisas e ele fica lá, contando piada, se achando o Ary Toledo e sendo praticamente aquele seu tio chato que faz a famigerada piadinha do pavê ou pacumê em todo santo Natal. Daí você dá um sorrisinho amarelo e sai correndo na primeira oportunidade.

E aí? Se identificou com algum tipo? Enumera mais algum? Conte tudo pra mim! Então é isso, meus queridos! Gostaria de agradecer a todos pelo carinho e por prestigiarem meus textos. Muito obrigada também a todos os queridos do NED, que sempre me incentivaram e que hoje são grandes amigos. E também ao Livan e à Mariana (a primeira colunista deste espaço) pela confiança depositada em mim. Muito obrigada a todos e um Feliz Natal! Ho ho ho!

Assinatura Carol

quinta-feira, novembro 27, 2014

DIÁRIO DE UMA DOUTORA – ELES, OS JUÍZES, VISTOS POR UMA ADVOGADA

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Faaaaaala, meuzamiguinho e minhazamiguinha! Tudo bem com vocês? Sentiram minha falta na última semana? Não sei se alguém percebeu (espero que alguém tenha notado e quiçá sentido falta), mas não teve coluna. E serei sincera: não foi por falta de tempo por ser uma advogada ocupadíssima, cheia de causas e muito solicitada pelos clientes. Não...é porque faltou assunto mesmo sobre o que escrever.

Daí que hoje resolvi escrever sobre algo que tenho pensado há um certo tempo: a visão que eu tenho sobre os juízes. Tá certo que o que eu acho pouco importa, mas como sou eu quem escreve essa coluna, é isso aqui que tem pra hoje.

Vocês perceberam que sempre tem alguém falando de algum juiz em qualquer canto, de qualquer fórum do país? Na maioria das vezes, o que se fala não é lá muito agradável. Muitos advogados criticam juízes. E eu não vou ser hipócrita e dizer que não critico. Eu critico sim! Muitos vêem o juiz como "o cara que está lá para atrapalhar a coisa toda". E o pior que eu devo concordar com isso em algumas situações. Há juízes que atrapalham ao máximo tudo. São chatos, apegados a coisas bobas, xaropes e que sim, parecem querer atrapalhar ao máximo a busca pela causa vencida.

Eu já quis ser juíza. Mas, olha, isso era antes de começar o curso de Direito. Depois que eu descobri que a vida de um juiz não é aquela maravilha que a maioria das pessoas acha que é, eu acabei desistindo. E não é só pela enorme responsabilidade, exposição e quantidade de trabalho, é porque eu acredito que juízes devem ter uma imagem que passe uma certa sobriedade e austeridade.

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E, gente, quem me conhece, sabe que este não é o meu perfil. Já imaginei como seria se eu fosse juíza. Eu sou muito legalzona. Chego conversando com as pessoas nos  lugares, dou risada, faço graça, ofereço comida. Imagine alguém entrando no meu gabinete? Seria super bem recepcionado, iria servir uma fatia de um bolo que eu mesma fiz e perguntar: "o que te traz aqui, meu querido?". E ah...eu também iria estar com a página do NED aberta, perguntando se a pessoa já conhece esse povo muito louco que faz piada com as paradas do mundo jurídico. Quer dizer: não faço o perfil, não combino. O juiz não precisa ser alguém rude, muito pelo contrário, mas não pode, praticamente, ser candidato a Miss Simpatia da paróquia. Um certo distanciamento tem de haver, até mesmo por respeito à função que é exercida. Um juiz não pode mostrar predileção por algum lado, precisa ser imparcial, característica que eu também não tenho. Percebi que sou tendenciosa. Abraço causas, ideias e sou meio cabeça dura. Defendo um ponto de vista até o fim, mesmo que esteja errada. Morro errada, sabe?

Percebo que as pessoas têm uma tendência a pensar que os juízes devem agir de uma determinada maneira pré-estabelecida. Espera-se muito destes que passaram por um difícil concurso e alcançaram a aprovação. Vocês viram o caso do juiz que postou uma foto sua fazendo um number two e com a legenda: "juiz também caga"? Ele estava mostrando que juiz não é Deus e que até caga. Tem atitude mais humana que o ato de cagar?

Acho interessante esse tipo de atitude. Pra quem não sabe, juiz também tem aparelho excretor (que não reproduz... muito importante lembrar). E é necessário contestar algumas visões, de que " juiz é Deus", por exemplo. Não é, apesar de um tribunal ter considerado o contrário recentemente.

Tenho amigas juízas, um tio já foi juiz e olha, garanto a vocês, são pessoas normais, viu? Eles também têm sentimentos, sabe? Têm seus momentos de descontração e "saem da função" quando estão entre amigos e familiares, diferentemente de muitos advogados que eu conheço, que não esquecem disso nem por um momento e o pior, não deixam qualquer pessoa em volta esquecer.

Espero, como advogada, encontrar mais juízes como eles, que não sofram da famosa "juizite" e que tenham consciência da importância do cargo que exercem, que façam isso com responsabilidade, entendendo que são instrumentos realização da Justiça, assim como os advogados. E ah... se eu mudar de ideia e resolver me dedicar a estudar para me tornar uma juíza e, se conseguir, espero vocês no meu gabinete pra comer um pedaço de bolo de chocolate, ver a página do NED e discutir sobre algum processo. Beijinho pra vocês e até mais!

Assinatura Carol

quinta-feira, novembro 13, 2014

DIÁRIO DE UMA DOUTORA - ABRA SUA MENTE, ADVOGADO TAMBÉM É GENTE E PRECISA DE FÉRIAS!

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Fala, meuzamiguinho e minhazamiguinha! Tudo bem com vocês? Eu estou querendo apenas uma coisa na minha vida: férias! Desde que me formei, no começo de 2008, nunca mais tive esse negócio tão legal e que tantos médicos recomendam para a saúde física e mental das pessoas.

Mas parece que advogado não entra nessa categoria "pessoas", e ficamos sempre de fora disso, a não ser que você se programe, conte com a ajuda de colegas para te  substituir e tire, por conta própria, alguns dias para relaxar.

Oficialmente, o recesso forense, repito: RECESSO, nem chamam de férias, tem duração de pouco mais de 15 dias, indo normalmente de 20 de dezembro a 6 de janeiro. Neste ano, o TJ/SP veio com a novidade de um novo período: 1 mês de descanso! Um mês, gente!

Um mês todo dedicado a não fazer absolutamente nada. Ou absolutamente tudo: viagens, passeios, convívio familiar e com amigos, etc. Eu estava programando não fazer nada.

Porque eu gosto de não fazer nada. Curtir um "dolce far niente" é coisa linda de Deus e está em minhas raízes italianas, é mais forte do que eu. A arte de não fazer nada e não se sentir culpado é das mais complicadas.

Confesso que bate uma culpazinha básica sim.

Enfim, voltando às datas, soube, através desse blog maravilhoso que é o Não Entendo Direito, que o Ministério Público está indo contra isso. Poxaaaaaaa, meus queridos e ilustres representantes do MP, esqueçam as nossas brigas judiciais! Tirem o ódio de seus corações e "ajuda nóis aeeee, pooooo!". Que custa a gente ter um mês tranquilo ao ano? Vocês têm dois!

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Sim! Para quem não sabia, promotores e juízes têm 60 dias de férias anuais. E os advogados? E a tal da isonomia entre as carreiras prevista na Constituição Federal? Cadê?

Poxa...isso é um apelo! Sei que ninguém que manda nessas bagaças irá ler, mas, pufavô: OS ADVOGADOS PRECISAM DE FÉRIAS! Eu preciso muito, gente!

Eu estou acabada e vou fazendo minhas coisas de forma arrastada. Deve ser incrível acordar e a primeira coisa a fazer ser xixi. Porque pra mim não é assim. Eu acordo e a primeira coisa que faço é pegar o celular e procurar as intimações do dia no site da OAB. Só depois de conferir meus prazos é que eu vou ao banheiro. Sou louca? Pode até ser! Poderia ver as intimações fazendo um número dois, concomitantemente, mas é assim que eu funciono.

Já estava pensando como seria lindo não ter que atender ninguém, falar sobre processos, tirar dúvidas jurídicas, dar consultoria (tá, tô dando uma de iludida... isso aconteceria de graça, nos eventos familiares e confraternizações com amigos), mas o xixi... Ahhhhhh...o xixi seria a primeira preocupação do dia, por um mês, e não as intimações eletrônicas (senti um arrepio aqui até, só de lembrar que amanhã tenho outras pra ler).

E vocês? Também precisam de férias? Também leem as intimações na cama? Fazem isso no banheiro? Ou no escritório? Até semana que vem, pessoal!

Beijinhos!

Assinatura Carol

sexta-feira, novembro 07, 2014

DIÁRIO DE UMA DOUTORA – VOCÊ É UMA ADVOGADA OU UM SACO DE BATATAS?

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Faaaaala, meuzamiguinho e minhamiguinha! Tudo bem com vocês? Hoje estava aqui pensando sobre o que escrever pra coluna e aconteceu uma situação na minha casa, que eu não sei se já aconteceu com vocês.
Tivemos um problema com a TV à cabo, que foi cortada pela terceira vez, em menos de um mês, mesmo com o  pagamento da fatura e mesmo depois de sucessivos contatos para comprovar a quitação. Enfim. Cortaram. E essas coisas que envolvem treta, quem resolve? A Carolina!
Pode ser a treta que for. Deu algum problema em algum produto? Algum serviço não foi prestado corretamente? Qualquer treta que tiver na minha casa e que envolva a minha família, eu sou convocada a resolver. Por que isso? Simples: eu sou a advogada.
E tem coisas que parece que somente uma pessoa que cursou Direito e que tem a vermelhinha pode resolver. Sim... só quem é advogado. A pizza foi pedida há duas horas e não chegou? A Carolina que deve cobrar da atendente uma solução. A mocinha da zona azul não vem até nós para que paguemos para estacionar no centro da cidade? A Carolina que tem que ir lá exigir. Pedi uma porção de batata sem parmesão, mas ela veio cheia de queijo. Quem reclama com o garçom? Adivinhem! Sim... a Carolina também!
Essas são situações que exigem a presença de um advogado. Pelo menos para a minha família. São situações muito solenes, que merecem um cuidado e uma análise de somente quem é formado em Ciências Jurídicas.
Enfim, voltando ao assunto da TV a cabo cortada de forma equivocada pela empresa, fui eu a eleita para resolver isso. Ninguém mais poderia porque, em casa, somente eu sou advogada. Mais uma divagação: meu irmão do meio é analista de sistemas. Desde pequeno, ele é o menino que mexe com computador e demais eletrônicos. Então, como tudo na minha família é meio que setorizado, cabe a ele resolver qualquer pau que dê em qualquer aparelho. Aliás, se não fosse ele me ajudando com o computador, não sei como seria possível advogar. Seria inviável, aliás!
batata

Então eu, única advogada da família que sou, e detentora do poder de resolver qualquer treta, permaneci toda uma tarde tentando resolver o problema. Perdi tempo da minha vida, perdi vida, gente! Poderia ter feito qualquer coisa nessa tarde, poderia até não ter feito absolutamente nada, mas, ter de ficar em 0800 pra resolver problemas e o pior, não conseguir, é a maior perda de energia para a vida de uma pessoa. As pessoas do atendimento tentam ser legais, apesar de você estar emputecida e demostrar isso, elas mantém a calma e as boas maneiras. Acho isso lindo e louvável.
Pois é, recapitulando, eu não consegui resolver o problema e, minha avó que mora com a gente, já estava a sofrer por não estar podendo assistir às suas novelas mexicanas do SBT (Maria do Bairro, Maria Mercedes, Café com Aroma de Mulher, Luz Clarita, Carinha de Anjo, Esmeralda e, claro, A Usurpadora). Mais uma divagação: é lamentável ver sua avó podendo assistir a diversos canais de todo o mundo, com todo o tipo de programação existente, desde documentários, séries, filmes de todos os tipos (pornôs...uhuuuuuuu), mas não usufruindo disso e assistindo  somente a essas novelas que ela já viu 47 vezes cada uma e que passam na TV aberta.
Voltando ao fato de não ter conseguido resolver nada e já estar de saco cheio por ter perdido tempo da minha vida nisso, fui obrigada a ouvir de todos os membros da minha família que eu sou muito calma, pacífica, que eu tinha que tacar o pau na mesa (não tenho) e resolver o problema,  simplesmente porque eu sou advogada. "Você tem que colocar medo, Carolina! Tem que falar que vai processar todo mundo, que vai foder com a porra toda!". Só que ninguém viu eu discutindo com todas as atendentes e quase parindo uma capivara albina, de tanta raiva que eu passei.
Você é advogada e você tem que resolver. Se vira! Larga de ser frouxa! Você é uma advogada ou um saco de batatas? Vontade de responder: sou um saco de batatas. Me deixem. Obrigada. De nada. Resolvam seus problemas com atraso de pizza, zona azul e parmesão nas batatas. Beijos.

Assinatura Carol

quinta-feira, outubro 30, 2014

DIÁRIO DE UMA DOUTORA - PROCRASTINO, NÃO NEGO... FAÇO QUANDO PUDER

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Faaaaaaaaaaala, meuzamiguinho e minhazamiguinha! Tudo bem com vocês? Só queria passar aqui para assumir para toda a sociedade: EU SOU UMA PROCRASTINADORA.

Não dizem que assumir os vícios e os maus hábitos seria o primeiro passo para uma recuperação? Então é isso! Vou fazer parte dos “Procrastinadores Anônimos” e vou carregar como lema: “só por hoje eu não procrastinei!”.

Ah, pra quem não sabe do que eu estou falando (porque não está ligando o nome à pessoa ou porque essa palavra não existe em seu vocabulário), darei aqui uma definiçãozinha que está na Wikipedia: “Procrastinação é o diferimento ou adiamento de uma ação. Para a pessoa que está a procrastinar, isso resulta em stress, sensação de culpa, perda de productividade e vergonha em relação aos outros, por não cumprir com a suas responsabilidades e compromissos. Embora a procrastinação seja considerada normal, torna-se um problema quando impede o funcionamento normal das ações. A procrastinação crônica pode ser um sinal de problemas psicológicos ou fisiológicos. A palavra em si vem do latim, procrastinatus: pro- (à frente) e crastinus (de amanhã). (...) Logo, um procrastinador é um indivíduo que evita tarefas ou uma tarefa em particular”.

E aí? Você se identificou? Então toca aqui! E quando você advoga? Pois é, meus queridos... isso é enlouquecedor, sabia? Porque faz eu viver ali, no limiar de ter um ataque do coração por perder um prazo, tomar uma revelia, me ferrar de verde e amarelo e foder a porra toda.

No começo desta semana, eu tinha uma audiência na parte da manhã, no Juizado Especial Cível. Saí de casa até bem antes, só que sem ter imprimido toda a documentação necessária. E aí que é complicado envolver “impressoras” e “tempo” numa mesma frase. Impressoras são aparelhos extremamente temperamentais e sensíveis. Elas têm o dom de perceber que você está sob pressão de tempo e tensão e que precisa que elas desenvolvam um trabalho rápido e eficiente. E aí o que elas fazem? As safadas param! Simplesmente recusam-se a cumprir sua função e você fica ali, desesperada, louca, arrancando os cabelos e pensando no porquê de ter demorado pra imprimir o que precisava.

A audiência começaria às 10:25 e eu estava na sala dos advogados do fórum, por volta das 10:00, já começando a imprimir o que eu precisava. E não, minha gente, não era uma quantidade absurda de páginas. Seriam umas 20, no máximo. E a bichinha começou a enroscar o papel. Depois ela não atendia ao comando. Eu pedia para imprimir e ela só ficava piscando. E o tempo ia passando, lindo e implacável como sempre foi.

amanha

E eu lá, às 10:20, tentando imprimir alguns documentos que faltavam. Porque ela foi soltando uns outros, no tempo dela, ali, toda devagar, e dando um tapa na minha cara procrastinadora. Nunca deixe uma impressora perceber que você precisa dela... jamais! Não a olhe nos olhos (luzes), não deixe que ela capte seu desespero e pressa... seja mais esperto que ela... blefe. Finja que não precisa daquilo tanto assim, se faça de besta e será a melhor coisa que você fará na sua vida. Percebi que ela não imprimiria mais nada e a minha audiência estava a ponto de começar, então saí correndo, psicoticamente, pelo fórum, atravessei a rua e andei mais alguns metros até chegar na casa do advogado para tentar imprimir os documentos faltantes. E, olha, naquele momento eu percebi também o quanto estou fora de forma, sedentária e com um pique de uma senhora de uns 86 anos tabagista e asmática. Cheguei lá vermelha-roxa-branca e comecei a tentar imprimir as coisas. Daí que aquela impressora também quis me sacanear um pouco, de leve, eu mandava e ela demorava para dar o comando... enfim, levei mais vários tapas nessa cara de advogadazinha procrastinadora.

Consegui imprimir tudo e saí correndo que nem uma maluca pela rua... cheguei ao fórum, subi as escadas... parecia que eu estava numa competição de algum reality show, tipo “prova do líder”. E, olha, eu não iria ganhar não. Me ferraria num Big Brother da vida, primeiro por não ser ágil e, segundo, por ser chata. Mas isso aqui não será objeto de discussão hoje, ok? Deixemos para falar da minha chatice numa próxima oportunidade, meus caros.

Cheguei até o hall de espera do setor de conciliação, mais uma vez, com aquela cor vemelha-roxa-branca, às 10:27, para perceber que a pauta estava atrasada. Ufa! Consegui me recuperar um pouco, tomar uma água... respirar, voltar a uma cor normal e apresentável para a sociedade e repensar toda a minha vida e as coisas que eu já passei por ser enrolada assim.

Será que eu preciso viver assim? Nesse stress? Por que eu faço isso comigo? Será que só vou aprender quando tomar uma revelia ou perder um prazo de um processo? Fui chamada para a audiência, tudo ocorreu bem e nem parecia que eu havia quase enfartado alguns minutos antes (mentira... deu pra perceber sim... as pessoas perguntaram o porquê de eu estar ofegante). Saí da audiência, voltei às minhas atividades e continuei com a minha vida normal... cumprir meus prazos, fazer minhas coisas e procrastinar.

Mas eu juro que estou tentando parar com isso. “Só por hoje eu não procrastinei”. Porque ontem eu procrastinei e anteontem, e anteanteontem. E você? Também deixa tudo para a última hora? Como você se sente com isso? Deixe seu relato aqui e vamos nos ajudar! Faremos uma terapia em grupo, meu povo! Beijos e até semana que vem!

Assinatura Carol

quinta-feira, outubro 16, 2014

DIÁRIO DE UMA DOUTORA - VOCÊ É UM(A) ADVOGADO(A) COXINHA? FAÇA O TESTE!

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Faaaala, meuzamiguinho e minhazamiguinha! Tudo bem com vocês? Hoje resolvi falar de um assunto polêmico (só pra variar, né?). E mais uma vez serei xingada nos comentários porque, meus queridos, com tradição não se brinca! Ainda não vou falar de mamilos, pois não achei uma forma de colocar esse assunto no meio jurídico, mas falarei, porque "mamilos" é a temática mais polêmica do mundo.

Vocês, leitores do NED que são, sabem que, por tradição, combatemos uma raça que existe por todos os lados e, obviamente, não ficam de fora do mundo jurídico. Muito pelo contrário, esse mundo atrai de forma absurda essas categoria. Há até uma dúvida se o curso de Direito não é, de repente, uma espécie de nascedouro do tipinho em foco. De quem estou falando? Sim, são eles: os coxinhas!

E por que o nome de umas comida tão gostosa, que, para muitos (pra mim, pelo menos) significa amor verdadeiro, amor eterno? Olha... Eu não sei. Só sei que foi assim. Quem sou eu para questionar isso? Apenas passo adiante e é isso aí, meu povo!

E por que detestamos tanto os coxinhas? Porque sim! Repito: com tradição não se brinca! Mas, numa boa, é porque acreditamos que não é porque o mundo jurídico exige tanta formalidade, que você tem que estar preso a isso durante todo o tempo. Você pode tirar a sua "fantasia" de advogado (a) e ser uma pessoa normal, sabe? Sério! Se não te contaram isso, fique sabendo: você só tem capacidade postulatória e isso não faz superior a ninguém.

Além disso, ter bom humor nessa vida é fundamental e isso um coxinha não tem. O coxinha leva tudo muito a sério, aliás, ele se leva muito a sério. Falta a ele, além do bom humor, uma dose de ironia e também de noção para perceber que não há necessidade de fazer a pose do "advogado competente e sério" todo tempo.

Aliás, importante fazer essa distinção: não é porque você não se enquadra no perfil "coxinha" que não possui competência e conhecimento. Conheço coxinhas muito burros, mas que estão ali, na pose, e advogados tranquilos, mais desencanados e informais, que são extremamente inteligentes e bem sucedidos no que fazem.

Não estou dizendo pra você chegar fantasiado (a) de Batman ou Mulher Maravilha numa audiência só porque você faz o estilo "não-coxinha". Ou então pra você atender seu cliente deitado (a) numa rede. Só estou dizendo para você relaxar e curtir um pouco mais a vida (caso você seja um coxinha).

coxinha (1)E para saber se você é coxinha ou não, pegue caneta e papel e faça o teste abaixo, criado pelo Instituto Carolina de Pesquisas de Assuntos Inúteis. Para cada "sim" que você usar para responder às perguntas, marque um ponto. Preparado (a)? Então vamos lá!

1- Você sentava na frente, na época da faculdade?

2-Você era queridinho dos professores?

3- Você usa como foto de capa, no Facebook, uma foto de balança com espada ou aquele famoso martelinho do juiz?

4-Já na época da faculdade, você tinha mania de ir vestido (a) mais formalmente?

5-Chamava seus amigos da faculdade de "doutores"?

6- Usa anel de advogado?

7- Apresenta-se como "doutor"? Ex: "Alô, aqui quem fala é o Dr. Pitchulinha?"

8-Exige ser chamado de "doutor"?

9-Se chateia facilmente com as coisas. Não tem bom humor frequentemente?

10-Prefere a Nação Jurídica (vulgo Copiação Jurídica) ao invés do NED?

11-Já reclamou de alguma postagem do NED, arrumando briga com as pessoas e ignorando o fato de tratar-se de uma página de humor jurídico?

12-Você vive vestido (a) formalmente?

13-Detesta Big Brother Brasil e faz questão de ficar repetindo isso no Facebook?

14-Usa termos em latim até na mesa do bar?

15-Aliás, você detesta bares?

16-Suas músicas favoritas são as clássicas e diz que todo o resto é lixo?

17-Faz sexo de meias?

18-Curte contar vantagem sobre as suas ações ganhas em qualquer lugar, sobretudo, nas redes sociais?

19-Você tem opinião formada sobre tudo e faz questão de expor seu ponto de vista, mesmo que ninguém pergunte?

20-Faz a linha "eu sou certinho sempre"?

21-Gosta de Romero Britto?

22-Mostra seu cartão de visita pra todo mundo, aonde quer que vá?

23-Você puxa o saco do presidente da subseção da OAB?

24-Se acha o furo do bolo, a última bolacha do pacote e o último real da conta bancária porque é advogado?

25- Usa no carro o adesivo "sem advogado não se faz justiça"?

26-Nas suas petições, coloca frases inspiradoras. Ex: Minutos de Sabedoria, frases de grandes pensadores ou pedaços da Bíblia?

27- Está tendo muitas respostas "sim" e está revoltadinho?

29- Você é politicamente correto?

30- Você começa comendo coxinha (o salgado dos deuses) pela bundinha?

Resultados:

De 0 a 3 SIM: Fique tranquilo, você não é considerado um coxinha! Parabéns!

De 4 a 10 SIM: Preocupante. Fique atento (a). Você é um coxinha leve e ainda tem salvação.

De 11 a 18 SIM: Você é um coxinha moderado. As pessoas te acham chato, você tem consciência disso e convive numa boa com esse fato.

De 19 a 25: Você é coxinha e gosta muito disto! Adotou a "coxinhice" como um estilo de vida e, se pudesse, organizaria uma "parada do orgulho coxinha".

De 26 a 30 SIM: Você é o esterótipo do advogado coxinha. Não tem amigos, ninguém consegue ficar perto de você e manter um diálogo. Leva tudo muito a sério, se acha o top do mundo da advocacia e vive engomadinho. Acredita piamente que veio ao mundo pra fazer justiça e adora falar isso por aí.

E aí? Qual foi seu resultado? Identificou pessoas nos perfis? Até semana que vem, pessoal! Beijão

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