terça-feira, março 22, 2016
SILAS CANDO, O ESTAGIÁRIO - PETIÇÃO "BOCA DE ANITTA"
terça-feira, março 15, 2016
SILAS CANDO, O ESTAGIÁRIO - PLANO COLLOR E O TELEMARKETING JURÍDICO
terça-feira, março 08, 2016
SILAS CANDO - O ESTAGIÁRIO GLÓRIA PIRES
terça-feira, março 01, 2016
SILAS CANDO, O ESTAGIÁRIO DE DIREITO - QUERIA SER SINCERO IGUAL A GLÓRIA PIRES
terça-feira, fevereiro 23, 2016
SILAS CANDO – É SEMPRE CULPA DO ESTAGIÁRIO?
Eaê galerinha gente fina do Direito!?
Hoje é dia de reclamar, vamos lá...
Sempre que acontece qualquer porcaria no escritório, é culpa do estagiário... Sempre! E daí o chefe, pega toda sua paunocuzice frustração e despeja a raiva, sem dó, no pobre ser que recebe por mês o que o doutor gasta num almoço cozamigo.
Mas, é "uma puta falta de sacanagem" falar que tudo é culpa nossa, porque pense....o estagiário é um ser que não sabe nada, ou quase nada, na maioria das vezes não conhece a estrutura, forma de trabalho, leis... e porque raios os chefes acham que a culpa é de quem não sabe nem fazer o Ó com o c# na areia juridicamente falando, e não daquele que sabe e não fiscalizou o trabalho?
Nós estagiários somos como criança, precisamos que pegue pela mão e diga como faça, e depois confiram se foi feito direito. Até nos serviços mais toscos!
Se estudante de direito tivesse “capacidade” de fazer tudo sozinho, logo que ele entrasse na faculdade ele seria chamado de advogado, e não estagiário! Não adianta o chefe vir babando falando “mas você tinha que saber fazer”. Não eu não tinha!
Não, eu não tenho que adivinhar o que você, querido filho do Ruy Barbosa, espera de mim, você que tem que me dizer COM TODAS AS FUCKING letras o que eu devo fazer.
Quando você me mandar ir ao Fórum para saber do andamento do processo, e eu voltar dizendo que está com o Ministério Público, me fale antes todas as milhões de informações adicionais que você quer saber, porque EU NÃO FAÇO IDEIA DE COM É UM PROCESSO!
Quando você me pedir para elaborar uma guia, me explique primeiro para que serve, porque deve ser preenchida naquele formulário, e o que pode acontecer se não for, pra eu ter medo e prestar atenção. Isso não tá no vademecun, nem no Google, e eu não tenho bola de cristal!
Se eu esquecer o prazo, não adianta vir putinho. O prazo era seu, amado chefe! Você deveria ter controle do que é que tem que fazer, e quando entregar. Se quiser que eu gerencie a sua advocacia, me contrate como assessor, gerente, controlador, qualquer porra dessa, mas não exija que eu seja o advogado que você deveria ser, me pagando o que você da de gorjeta pro manobrista!
Duvido que quando você começou a estagiar, Chefe filho de Ruy Barbosa, você não tenha errado, feito cagada, e afins!
Eu to no estágio pra aprender como trabalhar (e para saber o tipo de chefe que eu não quero ser), e não pra ser um vidente jurídico. Então não coloque a culpa em mim!
Bom, agora chega de choradeira... borá ali peticionar de novo
É nóix!
terça-feira, fevereiro 16, 2016
SILAS CANDO – FAÇO TODO O SERVIÇO, MAS MEU CHEFE É QUEM LEVA OS CRÉDITOS
Eaê galerinha gente fina do Direito!? Quer dizer, nem todo mundo é tão gente fina assim no mundo do direito, mas esse será meu oi “oficial”, porque segundo meu chefe: “todo operador do direito precisa imprimir sua marca, seu slogan oficial, para que qualquer um que olhe seu texto, sua petição, saiba que tal brilhantismo saiu de você!” coxinhafeelings
Sou estagiário de direito, cursando o penúltimo ano,e segundo indicação de um site jurídico grandão ai, trabalho num dos maiores escritórios da cidade em que moro, título esse que o meu chefe pagou uma fortuna, só para causar inveja nozinimigo (como se ninguém soubesse que saporra é comprada).
Olhando para meu chefe, de longe parece um cara fodão, culto, sabedor de toda doutrina, filho de Ruy Barbosa, mas de perto, sempre que pergunto as coisas, ele dá um de louco, responde com umas palavras que não entendo, e fala que preciso me empenhar mais. Mas, sempre que tem umas buchas que ele não sabe como contestar, ele joga na minha mão e diz que está me dando uma oportunidade de crescer diante de um grande desafio. Aham!
Oportunidade de crescer a minha conta bancária ele não quer dar, né? Recebe 18 mil dilmas pra tocar uma ação, joga na minha mão, eu estudo igual um compulsivo obsessivo, me mato, ele vem muda dois parágrafos, diz que eu ainda tenho que evoluir muito (mesmo usando minha peça na integra), e no final do mês me paga 500 conto, mais o dinheiro do vale transporte, dá hora a vida!
E ainda tenho que ouvir que ele é um grande chefe, pois ele poderia só me pedir pra esquentar umbigo em balcão de fórum, mas não, ele me dá trabalho porque confia em mim. Complete a lacuna: Confiança de _ _ é _ _ _ _ !
Pô, queria tanto ir dar um rolê nus fórum, dar uma conferida no tinder pra caçar o perfil dasnovinha da estagiárias, das escrevente-lobo-mal que pegam os estagiários criancinhas pra fazer mingau . Queria comer todas as bolachas recheadas da sala da OAB, e abrir os pacotes de bolacha água e sal, só pra murchar em sinal de protesto pelo valor da mensalidade. Queria respirar o estágio vida loka, mas não, meu dever estagiarizistico é segurar os b.o do chefe, dividir marmita no almoço com a estagiária morta de fome que diz que ta de regime, mas pede todo dia um teco das frituras que eu levo, e de segunda a sexta levar esporro por existir.
Ser estagiário tem seus dias de glória, mas a maioria das vezes é ó, uma bosta!
É noix!
sexta-feira, outubro 30, 2015
SILAS CANDO – O DIA QUE O JAPONÊS ACABOU COM O BANHEIRO DO ESCRITÓRIO
Eaê galerinha gente fina do Direito.
Depois desse final de semana em casa fazendo nada, afinal é fim de mês e minha bolsa auxílio já acabou agitado estou de volta ao escritório torcendo pra que essa semana seja mais perfumada.
Acho que ainda não me recuperei de semana passada, as coisas federam feio aqui no escritório, literalmente.
Meu, aqui tem três advogados, e ainda assim tem dia que calha de todos estarem em audiência e eu ficar aqui sozinho, atendendo o telefone, a porta, peticionando... a maior vantagem é que nestes dias não preciso levar café pra ninguém.
Ai, tô eu aqui na maior paz, curtindo a solidão, me chega um cliente japonês que nunca marca e sempre aparece de surpresa, Seu Tanaka Gao. Não entendi foi nada, a audiência do cara era no dia seguinte e ele chegou todo esbaforido querendo trocar uma ideia com algum dos advogados pra saber como era pra fazer no dia seguinte.
Quando eu disse que só tinha eu lá, o cara que já tava suando frio ficou mais amarelo que o normal e ainda esbugalhou (na medida do possível) os olhos. Disse que tava muito nervoso, que não gosta de treta, que não sabia se devia ter entrado com esse processo, que tava com medo de falar alguma coisa errada e o juiz prender ele, mó neura.
Eu expliquei que eu não tinha como ajudar né?! Falei pra ele ir pra casa e ficar calmo que no dia seguinte o advogado conversava com ele antes da audiência. Ele concordou e disse que ia só usar o banheiro rapidinho antes de ir embora.
Meu, quando o maluco saiu, quem quase teve um treco fui eu! O cara empestiou o escritório todo! Acho que ele morava em Hiroshima e foi afetado pela radiação ou comeu pastel de flango podre por que ó, esse homem não tava bem não!
Depois que ele foi embora eu acabei com o estoque de bom ar do escritório e respirei o mínimo que podia, não tinha nem condições de me concentrar nas petições de juntada de substabelecimento que me mandaram fazer.
Quando eu pensei que o pior tinha passado, fui no banheiro tirar uma água do joelho e vi que o cara tava mesmo fora de controle, e adivinhem, aqui não tem faxineira né, quem foi limpar a cagada?! EU! Puta mancada viu!
Só mais um dia feliz na vida desse pobre estagiário, era melhor ter ido fazer carga de 20 volumes no sol de meio dia. Mas passou né.
Ah, e tem mais, no dia seguinte, o cara não foi na audiência, deu vontade de ligar pra saber o que houve, mas deixei pra lá.
Fico por aqui, pois estão me chamando. Acabou o café.
É noix.
segunda-feira, outubro 26, 2015
SILAS CANDO, O ESTAGIÁRIO: O DIA QUE EU TENTEI CONQUISTAR UMA JUÍZA
Eaê galerinha gente fina do Direito.
Como todo mundo sabe, estagiário de Direito não tem muita vida social, porque estagiário de responsa tem que trabalhar feito camelo no deserto e além das tarefas “trabalhísticas” ainda tem a faculdade, as provas, os trabalhos e as leituras semanais.
Por conta disso muito estudante de direito tá aí solteiro, mais largado que asa de frango em churrascaria rodízio e não é legal essa solidão toda, assim, como diz o velho ditado, em tempos de guerra, qualquer buraco é trincheira.
Partindo dessa premissa, eu defini que qualquer lugar em que eu possa jogar o meu charme juvenil para quem quer que seja eu jogo, e foi assim que em um dia desses meu chefe me mandou pro fórum para despachar com uma juíza que era conhecida pela sua rispidez.
Mas aqui é Silas mermão, aqui a gente derrete até geleira do polo norte e foi assim que passei o meu melhor perfume e parti para o fórum, chegando lá, esperava uma juíza velha, de cabelos brancos e com cara de bruxa de desenho animado, mas mano, mó engano!
Era uma juíza linda, pele macia e delicada e apesar de sentada atrás de sua pomposa mesa, percebi que ela era adepta da malhação e tinha um belo corpo, foi então que eu comecei a “atacar” e puxar conversa.
Enquanto ela lia a petição, comecei a dizer que não era comum juízas tão jovens na comarca, principalmente juízas jovens e lindas.
Ela apenas acenou com a cabeça e continuou sua leitura atenta.
Insisti e perguntei se ela era da cidade mesmo, afinal nunca tinha a visto antes.
Ela respondeu apenas que sim.
Continuei nos meus galanteios e disse que precisava mudar os lugares que frequentava, afinal, nascido e criado na cidade, nunca havia encontrado com tão bela mulher em nenhum lugar e dei o meu golpe de misericórdia perguntando quais eram os lugares preferidos dela na cidade.
Ela ignorou a minha pergunta e fez uma outra pergunta:
- Você é estagiário não é?
Nesse momento, imaginando minha iminente derrota amorosa, respondi um tímido “sim, excelência”.
Então ela me disse que não tinha costume de despachar quando as petições eram trazidas por estagiários, mas que no meu caso, especificamente ela ia despachar.
Foi aí que percebi que a juíza já estava no papo, agradeci e internamente comemorava a minha vitória no campo profissional e amoroso, e pensando em contar para os parceiros da facul que eu tava pegando uma juíza.
Ela terminou de ler a petição, escreveu algo e disse: por favor, só leia quando sair da minha sala!
Certamente era o telefone dela ou algo do tipo, peguei a petição, agradeci novamente, mas dessa vez sem conseguir conter minha felicidade saí do gabinete sorrindo de orelha a orelha.
Fechei a porta com rapidez e corri os olhos na petição. Quando li o que estava escrito, quase não acreditei, estava escrito o seguinte:
INDEFIRO O PEDIDO FORMULADO!
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