quinta-feira, março 24, 2016
Doutor Coxinha - A ilustre casa dos advogados
quinta-feira, março 17, 2016
DOUTOR COXINHA - SÓ QUEM É HONESTO DE VERDADE PODE PROTESTAR CONTRA O GOVERNO
quinta-feira, março 10, 2016
DOUTOR COXINHA - COMO FUNCIONA O PROCESSO SELETIVO PARA UM ESCRITÓRIO DE ADVOCACIA
quinta-feira, março 03, 2016
DOUTOR COXINHA, O ADVOGADO CONSERVADOR - ODEIO ESTAGIÁRIO LEITE COM PÊRA!
quinta-feira, fevereiro 25, 2016
DOUTOR COXINHA – ESTAGIÁRIO QUE NÃO SOFRE, NÃO APRENDE NADA
Olá nobres e ilustres doutores do maravilhoso mundo das leis, minha coluna da semana passada fez um sucesso absurdo, e por conta desta nova empreitada, dei até algumas entrevistas, mas chega de falar de mim, hoje o foco serão os estagiários.
Muitos não concordam com os meus métodos de trabalho, mas aqui no meu escritório estagiário trabalha, aqui no meu escritório o estagiário tem que se virar sozinho, porque essa história de que não é legal dar o peixe, mas sim ensinar pescar é bobagem, aqui nem os itens de pesca eu forneço.
No meu escritório, o primeiro dia do estagiário funciona assim: um advogado pleno qualquer recebe o estagiário (que sempre tem cara de idiota) mostra onde ele vai se sentar, indica qual é o e-mail corporativo dele, bem como a sua senha e se retira.
Como sempre acontece, os estagiários ficam com cara de bobo, olhando para os lados e perguntando para os outros estagiários o que fazer.
Sempre que acontece essa pergunta, alguém grita: ABRA O SEU E-MAIL.
No email, tem todas as tarefas do dia: ir ao fórum tirar foto de processo, na volta trazer o meu latte macchiato, depois fazer algumas petições de juntada e no fim do dia passar um pano no chão.
Se depois de ler o e-mail, o estagiário insistir em perguntar o que ele tem que fazer, alguém vai gritar: SE VIRA!
Pode parecer desrespeitoso, pode parecer grosseiro, mas é assim que a vida funciona, ninguém acorda e tem a petição pronta em cima da mesa, ninguém volta do almoço e as fotos do processo aparecem por mágica no e-mail.
Tem que correr atrás, não gosto de estagiário lerdo, não gosto de estagiário que pergunta como faz, gosto de quem pega as coisas e diz: dá aqui que eu faço.
No escritório nós temos uma lousa gigante na sala dos estagiários com o nome de todos eles e cada vez que um deles diz: “não sei”, “como faz”, “esqueci” ou não me lembro” um advogado faz uma marca ao lado do nome, o estagiário que tiver três marcas no nome é demitido.
Essa geração atual é muito preguiçosa, é muito reclamona e está acostumada com tudo nas mãos, mas aqui, gente assim não se cria, porque é o que eu sempre digo: Só tem vida difícil quem não se esforça.
quinta-feira, fevereiro 18, 2016
DOUTOR COXINHA – TRÊS DICAS PARA SE DAR BEM NO MUNDO JURÍDICO
Olá nobres e ilustres doutores do maravilhoso mundo das leis, gostaria de desejar-lhes um feliz ano novo, haja vista o final do carnaval e um hiato de minhas colunas neste espaço jurídico.
Refleti muito sobre a minha permanência neste espaço jurídico, e apesar de denegrir um pouco a minha imagem, acredito que tal qual Jesus Cristo, eu tenha uma missão, a missão de espalhar o conhecimento jurídico por este mundo repleto de bacharéis iletrados formado nas uniesquinas da vida.
E por isso, assim como o imperador português eu decidi ficar, portanto, digam à comunidade jurídica que eu fico.
Desde que iniciei minhas atividades de colunista do Não Entendo Direito eu perdi alguns contratos milionários, pois tenho clientes mais conservadores do que eu e que não suportaram ver a imagem de um advogado renomado ligada à um blog tão desprestigiado, mas esse pequeno prejuízo faz parte da vida.
Assim, neste minha nova e definitiva fase neste espaço eu vou evangelizar vocês e buscar arrebatar o maior número possível de ovelhas sedentas por conhecimento e hoje começarei com três dicas de comportamento e estilo para você que quer ser um advogado de sucesso:
1 – Use sempre um terno, independente da situação.
Se for até a padaria comprar pães, vá de terno. Se precisar levar o carro ao mecânico, vá de terno. Se tiver que ir para a aula, vá de terno. O terno é um item imprescindível na vida de um estudante de Direito/advogado, pois a vestimenta impõe respeito e o diferencia daqueles que usam bermudas e chinelos de dedo.
2 – Sempre fale difícil e tente encaixar algum artigo de lei.
Muito embora nós estejamos em um país que não obedece às leis, as pessoas costumam se assustar quando o assunto é justiça, processo e coisas do tipo, assim, se a loja atrasar a sua entrega, fale do CDC, se o guardinha tentar te multar, fale que ele não está obedecendo o Código de Trânsito, isso te faz parecer mais inteligente quando cita uma lei qualquer. Não se preocupe se não souber o número da lei ou do artigo, apenas invente algo que também dá certo.
3 – Sua frase principal tem que ser: Você sabe com quem está falando?
É isso mesmo, de hoje em diante essa será a sua frase padrão, foi parado em uma blitz, diga: você sabe com quem está falando? Seu professor chamou sua atenção? Use a frase. Sua empregada esqueceu de tirar o pó da estante, use a frase e faça ela limpar a casa.
Seguindo essas dicas, o sucesso começará a se aproximar de você e logo os frutos começarão a nascer, afinal, é o que eu sempre digo: Só tem vida difícil quem não se esforça.
terça-feira, novembro 03, 2015
DOUTOR COXINHA – JUÍZES MEDÍOCRES
Olá nobres e ilustres doutores do maravilhoso mundo das leis, tenho de confessar que por vezes já cogitei a possibilidade de ingressar na carreira judiciária, no entanto, sempre fui vencido pela razão, especialmente por dois motivos: O primeiro, de menos relevância, é a questão financeira, uma vez que a remuneração de um juiz é praticamente o honorário de uma de minhas mais simplórias ações. O segundo motivo, o mais nobre, é a minha condição intelectual, que por certo não gostaria que fosse comparada a de um reles magistrado.
Há mais de 30 anos estou no meio jurídico e com o muito pesar informo aos jovens postulantes de hoje: o Juiz que analisará seu processo, por certo é um pacóvio, também tido por pascácio, lorpa, cretino, basbaque, estafermo, inútil...
Ao contrário do que a grande maioria pensa, magistrados são mimados e imbecis, tanto os “antiquados” que vem de uma época em que se achava que juiz era Deus, quanto os mais “moderninhos” que tem certeza que são deuses. Se adicionarmos isso a uma boa pitada de insegurança com autoengano e hipocrisia tem-se o perfil dos nossos juízes.
Tais fatores associados à absoluta falta de originalidade e conhecimento, resulta no que vemos hoje: juízes que se preocupam mais com o seu status que com fazer sua função bem feita, vindo assim a delegar seu trabalho aos seus decrépitos e despreparados serventuários, que há pelo menos duas décadas se esqueceram de morrer e que competem entre si para determinar qual é o mais incompetente... Isso quando não sobra para o estagiário fazer todo o serviço.
Tenho certeza que eu não sou o único postulante sensato no mundo que pensa assim, ou que, pior, tem de conviver com essas criaturas desfilando pomposos no alto de sua arrogância e ainda ser obrigado a sorrir para eles ou bater palmas quando os mesmos recebem uma ou outra homenagem feita por outro sujeito igualmente idiota que por corporativismo de intelectos medíocres o premia por qualquer sentença inexpressiva, ou por “defender a justiça” ou outra insignificante premiação.
Pouca coisa nessa vida amargurada causa-me espécie como a referida condição intelectual destes servidores públicos, portanto conclamo aqui uma moção de repúdio contra a mediocridade no judiciário! Convido todos os colegas de classe a endereçar suas petições para o “Esse Lentíssimo M.M. (Medíocre Magistrado) Sr. Dr. Juiz de Direito”. Espero, assim, que esse apelo chegue até a AMB e que a mesma mude seu slogan de “judiciário ao alcance de todos” para “judiciário a alcance de poucos (merecedores)”.
Finalizo minha fala de hoje com a inefável frase de Albert Einstein que diz que: “Somente duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que diz respeito ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta.”
E lembrem-se: Só tem vida difícil quem não se esforça!
terça-feira, outubro 27, 2015
DOUTOR COXINHA – GOSTO MUITO DE ASSISTIR ADVOGADO SE DANDO MAL
Olá nobres e ilustres doutores do maravilhoso mundo das leis.
A semana começou com a realização de mais um exame nacional do ensino médio, popularmente conhecido como ENEM, mas o que chamou a minha atenção foi um jovem estudante que decidiu encher uma caixa térmica com algumas cervejas e ir para a porta de uma escola qualquer apenas para observar o sofrimento dos estudantes incautos que perderam a hora.
Confesso que é um sadismo que eu não apenas admiro, como também pratico, pois tenho um elevado nível de prazer de presenciar jovens ou velhos advogados passando vergonha diante das pessoas.
Estudo inclusive a possibilidade de formular um pedido para que o Tribunal permita que, assim como o estudante que levou cerveja, eu possa levar o meu bourbon para as salas de audiência, junto com um saquinho de pistaches para que eu assista as gafes advocatícias.
Enquanto algumas pessoas procuram ajuda terapêutica, quando estou um pouco macambúzio, pego as chaves do meu carro importado, vou ao fórum, entro em uma sala de audiências qualquer e sento confortavelmente em algum lugar para assistir as audiências.
Nesse momento percebo como os advogados são burros e mal preparados, pois logo de início vejo que nem o lugar correto para se sentarem eles conhecem.
Percebo inclusive que alguns advogados que também não sabem o lugar correto para ficar fingem estar usando o telefone ou lendo alguma coisa, apenas para esperar a parte contrária entrar na sala e tomar o seu lugar.
É muito engraçado ver a tamanha falta de capacidade desse pessoal.
Basta a audiência começar para que o show de horrores comece, existem advogados que se acostumaram com as séries do NETFLIX e pensam que vieram dos tribunais americanos, eu já presenciei advogado gritando “eu protesto”.
Outros advogados tomam as dores dos clientes, e deixam de lado as teses jurídicas e passam para as ofensas pessoais, é muito divertido acompanhar isso.
Eu sou um advogado experiente, nunca cometo erros, mas deixo para vocês um conselho: se você não quer passar vergonha, se você não quer virar piada, se prepare antes, vá ao fórum, faça como eu, sente-se, assista audiências, aprenda o que não fazer e comece a trilhar o seu caminho para o sucesso, pois é o que eu sempre digo, só tem vida difícil quem não se esforça.
terça-feira, outubro 20, 2015
DOUTOR COXINHA, O ADVOGADO CONSERVADOR
Olá, meus nobres e ilustres amigos doutores do maravilhoso mundo das leis, alguns já me conhecem de outros lugares, mas agora, após muita insistência, fui convidado para ser um colunista fixo aqui do NED.
Como alguns não me conhecem, vou novamente me apresentar para obedecer todos os trâmites legais desta minha nova jornada.
Meu nome é Doutor Coxinha, isso mesmo, fui batizado com este nome, portanto, não é preciso doutorado para ser Doutor, eu já nasci assim, DOUTOR, mas de todo modo, se você não foi agraciado como eu, fique tranquilo, pois graças ao Imperador Dom Pedro, todo advogado merece e deve ser chamado de DOUTOR, assim, em alguns momentos eu exijo ser chamado de Doutor Doutor, para impor mais respeito!
Sou advogado há mais de 30 anos, estudei em universidade pública e por isso tenho um conhecimento jurídico acima da média, mas não sei usar o peticionamento eletrônico (mas eu sou rico e tenho funcionários que fazem isso por mim).
Quando fui convidado para assumir este espaço relutei um pouco, pois este é um blog de humor e se tem uma coisa que eu sempre levo à sério, essa coisa é o Direito.
No mundo jurídico não há espaços para piadas, não existe espaço para gracinhas e piadas, e justamente por isso, decidi aceitar o desafio de escrever para jovens ignóbeis e de pouca leitura que acompanham este blog.
Assim, talvez, com minha experiência, sabedoria e maturidade eu consiga arrebanhar algumas ovelhas perdidas para o lado positivo do Direito, para o lado dos advogados que sabem se comportar.
Todas as semanas vou dar dicas de comportamento, estilo e tudo o que um bom advogado precisa saber para atingir o sucesso.
Um cordial e fraterno abraço, até a semana que vem.
(O Doutor Coxinha é um personagem caricato criado pelo NED e suas opiniões não devem ser levadas à serio)
sexta-feira, março 20, 2015
DOUTOR COXINHA - ADVOGADO TEM CARTEIRA DA OAB! CARTEIRINHA É PRA SÓCIO DE CLUBE
Nobres amigos do mundo jurídico, cá estou novamente para dar-lhes o deleite de apreciarem meus textos, e desta vez vou tratar de um assunto que muito me incomoda.
CARTEIRA DA OAB!
Na verdade não é a carteira da OAB que me incomoda, mas sim o modo como ela é tratada!
Para muitos, o nosso documento de identificação funcional é tratado como um simples pedaço de plástico sem qualquer valor, e chegam ao cúmulo de chamá-la de CARTEIRINHA!
Ora, Ora! Carteirinha?
Carteirinha a gente faz para emprestar livros na biblioteca, carteirinha a gente tem para entrar um clube, carteirinha a gente faz para ser sócio torcedor de um time de futebol!
Nós somos advogados, seres superiores, estamos no topo da pirâmide social brasileira, não estudamos por 5 longos anos, não passamos pela prova da OAB para termos a nossa identidade funcional rebaixada à categoria de CARTEIRINHA!
Advogado possui IDENTIDADE PROFISSIONAL, mas como sei que muitos iletrados não irão se recordar desta nomenclatura, que ao menos tratem o documento que nos identifica e mostra que somos pessoas de elevado conhecimento e inteligência acima da média por um nome que traga respeito, por isso, chame de carteira!
Já ensinei diversos serventuários do Poder Judiciário o nome correto do nosso documento, e sempre que algum desavisado pede a minha “carteirinha da OAB”, faço questão de explicar pormenorizadamente que se trata de IDENTIDADE PROFISSIONAL e só entrego minha tão querida carteira quando o servidor a solicita do modo que eu ensinei!
Aliás, falando em ensinar, acredito que já tenha ensinado diversos estagiários o modo correto de solicitar os documentos aos advogados, porém, existem alguns que me acham uma pessoa arrogante e se recusam a aprender minhas lições, e tampouco chamar minha identidade profissional de Carteira, mas estes eu denuncio e faço com que eles percam o emprego, pois sou advogado e mereço ser tratado com respeito e para mim, não há desrespeito maior do que chamar o documento mais importante do mundo de CARTEIRINHA!
Faça como eu, exija que seu direito, explique que não é carteirinha e faça com que a nossa classe seja mais valorizada.
Este blog já tratou do assunto em uma outra oportunidade, mas o texto deles não se compara em qualidade com o que acabei de escrever, mas se quiser ler: Carteira ou Carteirinha, pra mim tanto faz!
sexta-feira, fevereiro 20, 2015
DOUTOR COXINHA – O ANO (INFELIZMENTE) SÓ COMEÇA DEPOIS DO CARNAVAL
Feliz ano novo, meus caros e ilustres amigos! Que neste ano que se inicia, todos os nossos pedidos sejam procedentes e que a felicidade venha em forma de tutela antecipada, pois é medida que se impõe!
Acalmem-se amigos, não estou fora do meu juízo perfeito e não será necessário que os competentes advogados iniciem seus trabalhos para apresentar uma ação de interdição. Eu sei perfeitamente que hoje é dia 20 de fevereiro, e sei que pelas tradições, bem como pelo calendário romano, o ano se inicia em primeiro de janeiro, contudo, nós somos residentes do país chamado Brasil.
Sim, nós somos brasileiros, e no Brasil o ano efetivamente começa apenas quando se encerram as festividades carnavalescas, que em tese, deveriam cessar à meia noite de terça feira, contudo, em muitas localidades ainda existem “artistas” sobre os trios elétricos e milhares de pessoas suadas e embriagadas correndo atrás de um caminhão barulhento.
Ressalto, porém, que apesar do ano se iniciar apenas agora para a maioria da população, eu me encontro em plena atividade desde o final dos festejos comemorativos de janeiro, até mesmo porque advogado bom não tira férias, mesmo quando está de férias, pois ainda que você esteja em uma paradisíaca praia nordestina, degustando um magnífico coquetel de frutas (sem álcool, é claro) é perfeitamente possível que vossa pessoa tenha à tiracolo uma doutrina, uma revista jurídica ou até mesmo a Constituição Federal para realizar alguns estudos diários.
Profissional competente que sou, leio todos os dias, estudo novas teses, e não me preocupo com o calendário, contudo, a maioria da população brasileira possui um nível cultural um tanto quanto deficitário, assim, para tal fatia da nação, o ano se inicia apenas quando a rede esgoto de televisão anuncia quem foi a escola de samba campeã do carnaval carioca, de modo que somente agora as pessoas perceberam que estamos em atividade.
Assim, o ano está se iniciando agora para o José, que bateu o carro em janeiro e até agora não conseguiu receber do outro motorista os valores referentes ao conserto do carro, inicia-se o ano também para a dona Célia que foi ofendida através da rede social facebook por uma vizinha, bem como para tantas outras pessoas que passaram por intempéries, mas que haviam por bem começar a fazer alguma coisa “só depois do carnaval”.
Com isso, há de se concluir que vivemos em um país de pessoas alienadas, seja pela TV, pelos jornais e por quem mais seja, pois muitos paralisam suas vidas por alguns meses, acabam por se prejudicar, única e exclusivamente por conta desta imbecil cultura de que o ano apenas começa após o Rei Momo decretar o fim das libidinagens.
Deste modo, por ter ciência de que não vivemos em um país sério, pois o homem médio prioriza festas às obrigações, felicito meus nobres amigos e digo-lhes com um certo pesar: SEJAM BEM VINDOS AO ANO DE 2015.
sexta-feira, fevereiro 13, 2015
DOUTOR COXINHA – ADVOGADO DE RESPEITO NÃO PULA CARNAVAL
Olá meus caros amigos, é com um misto de emoções que inicio a escrita deste meu pequeno texto. Explico: encontro-me em estado de extrema felicidade, pois pela segunda vez consecutiva, minha coluna ficou entre as mais lidas da semana, o que denota sucesso, além de saber que milhares de pessoas coadunam com meus pensamentos, contudo, também me entristece saber que meu terceiro texto para o Não Entendo Direito será publicado em plena sexta-feira de carnaval, data esta, que deveria ser extirpada do calendário nacional.
Alguns dizem que o carnaval é a maior festa popular do mundo, contudo, é impossível traçar um liame entre o carnaval e coisas boas, pois quando penso em carnaval, meus pensamentos remetem apenas a coisas como: gravidez indesejada, aids, pessoas embriagadas, brigas, acidentes de trânsito e etc.
Muito embora grande parte dos acontecimentos citados alhures acabam indiretamente refletindo em situações benéficas à classe jurídica, pois quanto mais confusões, mais serviços surgirão para os ilustres causídicos, a festa pagã não possui razão de existir.
Eu, advogado de respeito, abomino qualquer tipo de comemoração que envolva pandeiros, fantasias, confete e serpentinas, pois tenho plena consciência do meu lugar na sociedade e sei que necessito dar exemplo aos demais, especialmente àqueles que não possuem envergadura moral e intelectual para entender que o carnaval é um acontecimento que alegra apenas os ignorantes. O carnaval é o pão e circo dos dias atuais!
Em período de carnaval, nenhum advogado deveria aparecer em uma festa sequer, pois a profissão deve transmitir respeito, impor autoridade, autoridade esta que se transmite nas nossas vestimentas de trabalho, logo, seria impensado acreditar que o advogado que em uma sexta feira esteja fantasiado de bob esponja ou vestido de mulher, possa defender com seriedade um cliente na segunda feira seguinte, trajando um terno bem cortado.
Advogados são seres superiores, advogados não são como engenheiros, não são como professores de educação física, que podem se esbaldar, beber como se não houve amanhã, pois nós temos a necessidade de demonstrar a nossa superioridade, nós temos o dever de sermos os defensores da ética, da moral e dos bons costumes, e não é pulando carnaval fantasiado do pirata que conseguiremos isso.
É comum no carnaval as pessoas competirem para descobrir ao fim da festa quem mais beijou na boca, comportamento típico dessa juventude anencéfala que fala churras, facu e breja. Repare que você nunca verá uma competição de quem leu mais livros durante os 5 dias de descanso, justamente porque o carnaval incentiva a libidinagem, com o salvo conduto de que tudo é realizado por conta de uma tradição popular.
Tradição popular uma ova! O carnaval é a irresponsabilidade materializada em forma de festa!
Eu teria medo de ter um caso julgado por um Meritíssimo Juiz que eu tenha conhecimento que pulou o carnaval fantasiado de odalisca! Para ser juiz, promotor os editais deixam claro que o candidato deve possuir reputação ilibada, e perdoem-me os que discordam, mas não acredito que alguém que se fantasie, faça xixi na rua e se embriague com bebidas baratas e até mesmo lança perfume, possa ser considerado uma pessoa de reputação ilibada.
Por isso eu digo e repito: ADVOGADO DE RESPEITO, NÃO PULA CARNAVAL!
Deste modo, quem quiser me encontrar neste carnaval, não perca tempo indo aos salões de baile, pois lá não estarei, contudo, se você for a alguma biblioteca, poderá me encontrará com um pesado livro nas mãos, pois este é o local onde as pessoas de respeito devem frequentar.
sexta-feira, fevereiro 06, 2015
DOUTOR COXINHA – USO ANEL DE FORMATURA COM MUITO ORGULHO
Nobres e valorosos amigos apaixonados pelo Direito, a priori tenho por obrigação agradecer pela repercussão do primeiro texto escrito por mim neste blog, que muito embora não seja um espaço notadamente conhecido pela seriedade e democracia, me proporcionou momentos de deleite ao analisar os comentários, pois pude perceber que ainda assim o espaço possui leitores de elevado nível intelectual, que foram capazes de entender o que busquei explanar em poucas linhas.
Semana passada tratei ainda que superficialmente do nosso título de Doutor, (sim, nós somos Doutores) assunto polêmico e que rendeu uma excepcional e enriquecedora discussão, desta feita, novamente tratarei de um assunto deveras interessante, e não menos polêmico, o ANEL DE FORMATURA.
Quando digo que o assunto é polêmico, destaco que a discussão se dá única e exclusivamente por culpa dos profissionais do Direito que não nutrem o devido respeito pelas Ciências Jurídicas.
Exato, a culpa da polêmica é sua, que não respeita a carreira que você mesmo escolheu seguir!
Anéis, historicamente simbolizam força, honra e bravura, pois muitos reis do período medieval usavam pomposos anéis em seus dedos ao invés de utilizarem pesadas e desajeitadas coroas, assim, desde o início dos tempos, o anel já trazia em sua essência sinais de nobreza, portanto, nada mais lógico que tal tradição e demonstração de poder fosse passada aos nobres concluintes do curso de Ciências Jurídicas.
Assim, com o intuito de demonstrar que uma longa, porém importante etapa na vida dos estudantes de Direito foi vencida, familiares orgulhosos têm por costume presentear os seus, com um belo e bem trabalhado anel de formatura, com o intuito que os recém formados possam orgulhosamente empunhar vossos anéis para toda a sociedade.
Contudo, tal qual uma dádiva oferecida pelos Deuses do Olimpo, para usar este adorável ornamento que carrega a mais nobre das pedras - o rubi - é necessário que o operador do Direito seja merecedor de tal graça. Não basta apenas ser um bacharel em Direito, não basta apenas ter “passado” pela faculdade, o profissional que deseja demonstrar o seu orgulho pela profissão, em primeiro lugar deve trata-la com o respeito que ela merece, assim, estudantes que passam a maior parte do tempo nos bares, que usam de artifícios ardis para obter sucesso nas provas, que estudam apenas por sinopses e que preferem o caderno de esportes ou horóscopo ao invés de uma pesada doutrina, não são merecedores de portar uma joia tão simbólica.
Tal joia serve “também” para diferenciar aqueles que possuem amor pelo Direito, mas não apenas isso, o anel com o rubi não somente enobrece aqueles que formaram-se com louvor nas universidades pátrias, o anel do operador do Direito tem por missão destacar os causídicos dos demais mortais.
Muitos jovens estudantes de Direito criticam o anel, seu uso e aqueles que orgulham-se de empunhar a joia que simboliza o sucesso e realizações, contudo, tais críticas são indevidas e perdoem-me a expressão, são baboseiras de pessoas incapazes de compreender a nobreza e o verdadeiro simbolismo que possui um anel dourado com um rubi no topo. Chegam ao cúmulo de dizer que o anel está fora de moda!
Ora bolas!
Por favor, não comparem uma joia, um ornamento com origens na realeza, que denota o avanço profissional com “bobagens fashions”, nós estamos tratando de um símbolo de sucesso e não de uma calça jeans ou uma camiseta, portanto, tenham em mente que anéis não saem de moda, pois eles não servem para compor um look (como os “especialistas em moda” dizem) o anel compõe a personalidade do homem, o anel é uma parte intrínseca do operador do Direito que o utiliza para diferenciar-se dos demais.
Deste modo, em que pesem as críticas sobre o seu uso, orgulho-me em empunhar tal joia, pois aqueles que criticam, eu apenas ignoro e deixo que o brilho do meu anel ofusque a inveja alheia.
Semana que vem tem mais.
sexta-feira, janeiro 30, 2015
DOUTOR COXINHA – SOU DOUTOR SEM DOUTORADO, GRAÇAS À DOM PEDRO I
Nobres e ilustres companheiros de labuta jurídica, peço vênia para apresentar-me aos leitores deste espaço de “notícias jurídicas”, me chamo Doutor Coxinha, Coxinha por parte de pai, Doutor por parte de Dom Pedro I, que através de seu decreto, concedeu o título de doutor aos advogados brasileiros, assim, não exijo nada além de um direito que me é assegurado, direito este que é ser chamado de Doutor por todos que estão ao meu redor, do porteiro do meu prédio à senhora que serve café na sala da OAB.
Tenho muito orgulho de ter frequentado a Universidade por cinco anos sem nunca ter sofrido uma falta sequer, e digo ainda com mais orgulho que jamais abandonei uma aula para jogar baralho ou tomar cerveja, além disso, desde o primeiro dia de aula, compareci ao curso impecavelmente vestido: terno, gravata e sapados combinando com o cinto.
Para ir me familiarizando com os jargões jurídicos, desde o início de meus estudos tratava todos os colegas por adjetivos respeitosos, tais como: nobre amigo ou meu caro causídico, sempre fui avesso à utilização de colas em dias de prova, inclusive, sempre que percebia um aluno fazendo consultas não autorizadas, fazia questão de informar o professor.
Sempre me dediquei ao curso de Direito, jamais estudei por resumos ou sinopses, estudante esforçado é o que utiliza uma boa e pesada doutrina, especialmente aquelas que possuem palavras difíceis, meu canal favorito é o TV Justiça, sei o nome de todos os ministros do STF, prefiro ler o Código Penal do que ir ao cinema, passei na OAB de primeira e sem cursinho, pois cursinho é coisa de estudante que não se esforça, e como eu sempre digo: “Só tem vida difícil quem não se esforça”.
Antes que me esqueça, peço perdão aos leitores por conta do meu vasto e rico português, pois tenho consciência que usar da linguagem culta e escorreita pode dificultar o entendimento do texto pelos leitores do Não Entendo Direito, uma vez que em sua grande maioria, estão acostumados com o português coloquial, mais comum aos botequins do que às salas de aula.
Agora, vamos ao que interessa, quando fui convidado a escrever uma coluna sobre Direito neste espaço, fiquei um tanto quanto receoso sobre o convite, pois não gostaria de ver meu nome ligado ao blog que tanto me faz passar por momentos de irritação por conta das inúmeras demonstrações de “baixaria jurídica”, contudo, decidi por bem aceitar o desafio, justamente para mostrar que o Direito é uma ciência, e como tal, deve ser respeitada, e não pode ser alvo de piadas.
Assim, encaro esta minha nova função de colunista como uma maneira de disseminar o “bom direito” aos estudantes desgarrados, que vão para as faculdades calçando chinelos, vestindo bermudas e que falam “churras”, “niver” e “facú”.
Portanto, de agora em diante estarei semanalmente aqui no Não Entendo Direito para compartilhar histórias de sucesso da minha vida e quem sabe assim, transmitir um pouco do meu vasto conhecimento aos inábeis estudantes de Direito que acompanham este blog.
Fraternos abraços, deste seu novo amigo que vos escreve.
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